Eugene Hoshiko/AP
Eugene Hoshiko/AP

Mercados internacionais fecham com resultados mistos de olho no avanço da inflação em todo o mundo

Investidores seguem à espera da inflação de maio dos Estados Unidos, que será divulgada amanhã; enquanto isso, índice inflacionário da China atingiu o maior nível em quase treze anos

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2021 | 17h25

Os principais índices do exterior fecharam com resultados mistos nesta quarta-feira, 8, à espera do indicador da inflação de maio dos Estados Unidos, que será divulgada amanhã, e também atentos ao avanço do índice inflacionário da China.

Segundo divulgado nesta quarta, a taxa anual de inflação ao produtor (PPI) chinês disparou para 9% em maio, superando expectativas e atingindo o maior nível em quase 13 anos, à medida que a segunda maior economia do mundo segue se recuperando dos efeitos da pandemia de covid-19. Os preços ao consumidor (CPI) da China também ganharam força no último mês, mas em ritmo mais contido. 

O dado fez crescer a expectativa para o CPI de maio dos EUA, que será divulgado na próxima quinta-feira, 10, e poderá determinar o rumo da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Em abril, a taxa anual do CPI dos EUA ficou em 4,2%, muito acima  da meta oficial de inflação de 2% do Fed e o maior valor desde 2008.

No mercado financeiro, predomina os temores de que a tendência de avanço da inflação global, resultado do processo de retomada econômica, acabe forçando grandes bancos centrais a retirar estímulos monetários mais cedo do que se imaginava. Amanhã, o Banco Central Europeu (BCE), um dos principais BC's do mundo, vai anunciar se mantém ou não sua atual política monetária pró-estímulos.

Bolsa de Nova York

Nos EUA, tanto o mercado acionário quanto a renda fixa caíram, à espera da inflação. Entre os índices, Dow JonesS&P 500 e Nasdaq recuaram 0,44%, 0,18% e 0,09%. Entre os títulos do Tesouro americano, o rendimento do papel com vencimento para dez anos cedeu 1,48%, enquanto o do papel com vencimento para trinta anos teve baixa de 2,169%.

Bolsas da Europa

O mercado europeu ficou sem sinal único hoje, com o índice pan-europeu Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, em alta de 0,09%, enquanto a Bolsa de Paris teve ganho de 0,19%, Madri avançou 0,03% e Lisboa subiu 0,02%. Na contramão, a Bolsa de Londres cedeu 0,20%, Frankfurt recuou 0,38% e Milão caiu 0,26%.

Bolsas da Ásia

Diante do dado da inflação chinesa, o mercado asiático fechou misto. A Bolsa de Tóquio caiu 0,35%, enquanto a de Hong Kong recuou 0,13%, a de Seul cedeu 0,97% e a de Taiwan teve baixa de 0,64%. Por outro lado, os índices chineses fecharam em alta, uma vez que os dados de inflação também sugerem continuidade da recuperação econômica - Xangai subiu 0,32% e Shenzhen avançou 0,14%.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o viés majoritário da Ásia e ficou no vermelho, em queda de 0,31%.   

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam sem impulso nesta quarta-feira, com investidores avaliando o relatório semanal de estoques da commodity nos Estados Unidos, divulgado pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Segundo o órgão, os estoques do óleo no país americano recuaram 5,241 milhões de barris, acima da previsão de queda de 2,3 milhões de barris dos analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal.

WTI para julho fechou em queda de 0,13%, em US$ 69,96 o barril, enquanto o Brent para agosto terminou estável, em US$ 72,22 o barril. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL BUENO DA COSTA, IANDER PORCELLA E SÉRGIO CALDAS

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