Esther Egea/EFE
Esther Egea/EFE

Mercados internacionais fecham sem sentido único, mas Europa fica otimista com retomada

Investidores europeus ficaram animados com dados econômicos da zona do euro, que apontam para uma recuperação econômica em ritmo mais veloz do que o previsto

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2021 | 17h51
Atualizado 19 de fevereiro de 2021 | 19h07

Os principais índices do mercado internacional fecharam sem sentido único nesta sexta-feira, 19, ante a realização de lucros recente que atinge os índices americanos. Na Europa, no entanto, indicadores positivos apoiaram a alta das Bolsas locais, com os investidores mais otimistas com a retomada da economia mundial.

Na última quinta-feira, 18, as bolsas de Nova York tiveram perdas generalizadas na esteira de números decepcionantes do mercado de trabalho americano. Por lá, segue forte a expectativa de mais estímulos fiscais, para ajudar na retomada da economia. No entanto, ainda não se sabe se os democratas conseguirão aprovar o ambicioso pacote de US$ 1,9 trilhão proposto por Joe Biden

Já os índices de gerentes de compras (PMIs, pela sigla em inglês) da zona do euro mostraram que a atividade econômica da região está se recuperando da pandemia em ritmo mais veloz do que o previsto, à medida que as campanhas de vacinação avançam. Para a diretora-executiva da IHS Markit, Sara Johnson, o horizonte de médio prazo é promissor para a economia global. "Em julho, o mundo chegará a um ponto de inflexão em que as populações mais vulneráveis estarão protegidas, a mortalidade será reduzida e as hospitalizações serão administráveis", prevê.    

Sobre a pandemia, no Reino Unido, a curva epidemiológica se empinou para baixo, com uma queda de 20% no volume semanal de infecções. Na França, o movimento foi suficiente para que o governo descartasse a intensificação das medidas de restrição. Em Portugal, o país anunciou hoje o menor número diário de mortos em 2021.

Bolsas de Nova York

O líder da maioria no Senado americano, Chuck Schumer, disse que espera enviar o texto do novo pacote de estímulos para sanção antes de 14 de março. Segundo a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, a legislação será votada na Casa no final da próxima semana.

Nesse cenário, Dow Jones ficou estável em 31.494,32 pontos, mas o S&P 500 recuou 0,19%, enquanto o Nasdaq avançou 0,07%.

Bolsas da Europa

O clima de otimismo predominou no mercado europeu. O índice pan-europeu Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, subiu 0,53%, enquanto a Bolsa de Londres registrou ganho de 0,10%, a de Paris, de 0,79% e a de Frankfurt, de 0,77%.

Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 0,94%, 1,16% e 2,40% cada.

Bolsas da Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem sentido único nesta sexta, após as perdas em Wall Street. A Bolsa de Tóquio caiu 0,72%, pressionada pelos setores de energia e aviação, enquanto a de Taiwan teve baixa de 0,51%. Já a Bolsa australiana recuou 1,34% em Sydney.

Na contramão, as Bolsas chinesas de XangaiShenzhen fecharam em altas de 0,57% e 0,75% cada. O índice de Hong Kong subiu 0,16% hoje e o de Seul, 0,68%.

Petróleo

petróleo fechou em baixa a sessão desta sexta. Os contratos futuros da commodity foram pressionados pela provável retomada da produção do óleo nos Estados Unidos, após uma nevasca causar cortes de energia no Texas que afetaram o suprimento no país ao longo da semana. Há ainda preocupações quanto a uma demanda menor por causa do episódio. O mercado ainda repercute as expectativas pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que deve aumentar a oferta de barris no mercado.

Em resposta, o petróleo WTI com entrega prevista para abril recuou 2,10%, a US$ 59,26 o barril. Na semana, o contrato mais líquido do WTI teve baixa de 0,35%, apesar de ter registrado ganhos nas primeiras três sessões desta semana. Já o Brent para abril fechou em queda de 1,60% hoje, cotado a US$ 62,91 o barril, mas teve avanço semanal de 0,77%. /MAIARA SANTIAGO, MATHEUS ANDRADE, GABRIEL CALDEIRA E SERGIO CALDAS

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