Reuters Staff
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Mercados internacionais fecham sem sinal único com avanço da pandemia e feriado nos EUA

Enquanto Reino Unido e Portugal alertam para a crescente pressão sobre os sistemas de saúde dos dois países, EUA projetam que meio milhão deve morrer pela covid até fevereiro

Gabriel Caldeira e Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2021 | 18h21

Os principais índices do exterior fecharam sem sentido único nesta segunda-feira, diante do menor nível de negociações por conta do feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, que fechou as bolsas americanas. No foco de investidores, a situação da pandemia do coronavírus no mundo ainda é incerta, com o avanço da vacinação contrapondo o aumento de casos, hospitalizações e mortes pela doença.

No último domingo, 17, o secretário de Relações Exteriores britânico, Dominic Raab, indicou que as restrições adotadas para frear o avanço local da covid-19 não devem ser relaxadas até março. Autoridades de saúde do Reino Unido e Portugal alertaram para a crescente pressão sobre os sistemas de assistência médica dos dois países. Na Alemanha, porém, as medidas de contenção parecem começar a fazer efeito. O país registrou 7.141 novas infecções nas últimas 24 horas, cerca de 5 mil a menos do que há uma semana.

Nos EUA, a próxima chefe do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) do país, Rochelle Walensky, projetou que meio milhão de pessoas devem morrer de covid-19 em solo americano até meados de fevereiro. Segundo a última atualização do CDC, 394.495 americanos já morreram da doença. Há ainda a preocupação pelo aumento de casos registrado nas últimas semanas em países da Ásia como a China, que vive seu pior surto de covid-19 desde meados do ano passado. 

Além da pandemia, o dia também foi marcado pela divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) da China, que teve alta de 2,3% em todo o ano passado ante 2019, segundo dados oficiais. O resultado é o menor em 44 anos, mas anima, pois mostra alguma reação da economia do país asiático. No entanto, o Commerzbank advertiu em relatório para os riscos de baixa no primeiro trimestre deste ano, diante do avanço da pandemia no país.

Bolsas da Europa

Na Europa, além da pandemia, o mercado monitorou ainda os cenários políticos internos de Alemanha, com a escolha de um nome do partido de Angela Merkel para disputar as eleições em setembro, e Itália, com a possível queda do governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte

No entanto, de modo geral, o clima foi de otimismo. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve alta de 0,20%, enquanto a Bolsa de Paris subiu 0,10% e Frankfurt, 0,44%. Milão, Madri e Lisboa avançaram 0,53%, 0,30% e 0,40% cada. Londres foi a única que foi na contramão, ante o avanço da covid-19, e fechou com baixa de 0,22%.

Bolsas da Ásia

O mercado asiático ficou sem sinal único, mas o PIB da China apoiou as altas das Bolsas do país: Xangai subiu 0,84% e Shenzhen avançou 1,48%. Hong Kong teve alta de 1,01%, amparada também pelos dados da economia chinesa.

Por outro lado, a Bolsa de Tóquio caiu 0,97%, com os investidores de olho no avanço da pandemia e ante a queda das ações de montadoras e do setor financeiro. O mercado da Coreia do Sul recuou 2,33%, com a queda de 3,4% da Samsung Electronics, enquanto Taiwan teve baixa de 0,03%. Na Oceania, a Bolsa australiana cedeu 0,78%.

Petróleo

Os contratos futuros mais líquidos de petróleo fecharam em queda nesta segunda, dia de baixo volume de negociações por conta do feriado nos EUA. Investidores receberam mal a notícia de que o presidente americano eleito, Joe Biden, pode interromper a construção do oleoduto Keystone XL, e monitoram preocupados o avanço da pandemia em diversas regiões do mundo, que pode resultar em medidas mais duras de isolamento.

O petróleo WTI para março teve queda de 0,52%, a US$ 52,15 o barril, enquanto o Brent para o mesmo mês fechou em queda de 0,64%, a US$ 54,75 o barril. 

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