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Mark Lennihan/AP
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Mercados internacionais fecham sem sinal único com inflação e alta do petróleo

Em Nova York, investidores monitoram a alta dos preços da economia americana, apesar do banco central dos EUA continuar sinalizando que a inflação é 'transitória'

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2021 | 17h30

Os principais índices do exterior fecharam sem sentido único nesta terça-feira, 25, com o mercado de Nova York em forte queda e os investidores de olho no avanço da inflação americana. Na Europa o clima foi misto, com os índices afetados pelo recuo do petróleo, enquanto na Ásia as Bolsas tiveram forte alta, ainda influenciadas pelos ganhos do dia anterior em Wall Street.

Hoje, o vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano)Richard Clarida, disse que a reabertura da economia dos Estados Unidos colocou pressão sobre os preços e, consequentemente, pressionou a inflação, mas ressaltou que "nossa nova função de reação está sendo bem entendida pelo mercado". Ele disse ainda que "manter as expectativas de inflação é essencial para a estabilidade de preços", acrescentou. Hoje, os investidores voltaram a se preocupar com o risco de alta dos índices inflacionários.

Clarida disse também que os "dados econômicos estão especialmente confusos agora", embora a perspectiva para a economia americana seja "muito positiva". "O PIB deve crescer mais de 6% este ano, talvez até 7%", afirmou, acrescentando que, em seu cenário, a inflação será "transitória". "Olharemos os dados de inflação cuidadosamente nos próximos meses", disse. "Queremos fazer mais progresso substancial em direção ao cumprimento de metas", observou.

A declaração vem logo após a divulgação de indicadores mistos nos Estados Unidos. Em abril, as vendas de moradias novas no país recuaram 5,9%, em relação a março, de acordo com o Departamento do Comércio. A alta dos preços foi o principal motivo. Já o índice de confiança do consumidor americano, por sua vez, caiu de 117,5 em abril para 117,2 em maio.

Bolsas de Nova York

Diante dos dados abaixo do esperado e a sensação de que a inflação continua em alta, os mercados de Nova York acabaram fechando em queda. O Dow Jones caiu 0,24%, o S&P 500 recuou 0,21% e o Nasdaq cedeu 0,03%.

No mercado de renda fixa americano, os rendimentos dos papéis com vencimento para dez e trinta anos caíram 1,55% e 2,54% cada, em seus menores níveis desde 7 de maio. Além da realização de um leilão, a falta de um acordo dentro do Fed, sobre qual será o momento ideal para apertar o programa de compra de títulos públicos, afetou os papéis.

Bolsas da Europa

Além das petrolíferas, o recuo de empresas de commodities metálicas também pesou no mercado europeu. A Bolsa de Londres caiu 0,31%, enquanto a de Paris recuou 0,28% e Lisboa teve queda de 0,20%. No lado positivo, o índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, subiu 0,03%, enquanto Frankfurt ganhou 0,18%, em sintonia com a melhora da confiança das empresas alemãs. Já as Bolsas de Milão e Madri fecharam estáveis. 

Bolsas da Ásia

De olho no bom desempenho de Wall Street do dia anterior, as Bolsas asiáticas fecharam com ganhos. A Bolsa de Tóquio subiu 0,67%, enquanto Hong Kong avançou 1,75%, Seul se valorizou 0,86% e Taiwan teve alta de 1,58%. Os índices chineses de Xangai e Shenzhen registraram ganhos ainda maiores, de 2,40% e 1,91% cada.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul nesta terça, em alta de 1%. impulsionada por papéis de grandes bancos domésticos. 

Petróleo

Além da inflação, o recuo, ainda que leve do petróleo, ajudou a desestabilizar as ações de várias empresas do setor. Hoje, os investidores continuaram atentos ao desdobramento nas conversas pelo acordo nuclear entre Irã, que pode resultar na retirada de sanções na produção do óleo no país e aumentar a oferta em um momento no qual a demanda ainda é afetada pela covid. O WTI com entrega prevista para julho fechou em leve alta de 0,03%, a US$ 66,07 o barril, enquanto o do Brent para o mês seguinte teve alta de 0,18%, a US$ 68,49.

Na Bolsa britânica, as ações da Royal Dutch Shell caíram 2,64%, enquanto a BP recuou 2,01%. Já a francesa Total cedeu 1,82%. As americanas ChevronExxonMobilBaker HughesOccidental Petroleum cederam 1,65%, 2,27%, 4,02% e 3,19% cada. Pela manhã, os contratos chegaram a recuar com mais força, mas a queda do dólar ante moedas fortes, como euro e libra, ajudaram a aliviar as cotações. A desvalorização da moeda americana favorece os contratos de petróleo, já que os tornam mais baratos a investidores que negociam em outras moedas. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA E IANDER PORCELLA

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