Johannes Eisele/AFP
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ESG

Coluna Fernanda Camargo: É necessário abrir mão do retorno para fazer investimentos de impacto?

Mercados internacionais operam de forma dividida ante incertezas do novo coronavírus

Perspectiva de fim de isolamento social nos Estados Unidos e países da Europa movimenta índices de bolsas internacionais

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2020 | 07h05

Os mercados internacionais reagem de maneira incerta nesta segunda-feira, 20, apesar do otimismo com perspectivas de reabertura da economia e redução da curva de contágio do novo coronavírus. Alguns países, como o Reino Unido, temem uma segunda onde de infecções, e pedem cautela no processo. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que ainda se recupera da contaminação por covid-19, alertou a sua equipe que qualquer modificação das medidas de contenção deveria considerar essa possibilidade.

Ásia e Oceania

As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, impactadas principalmente pela potencial reabertura de economias e um anúncio de corte na taxa de referência dos juros para empréstimo pelo Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês). É uma nova medida para estimular a economia do país.

A Bolsa de Xangai, na China, teve alta de 0,50%. Por outro lado, Tóquio (Japão) registrou queda de 1,15%. O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, recuou 0,21%. O mercado de ações da Coreia do Sul fechou em leve baixa de 0,84% e o de Taiwan com queda de 0,10%. A Bolsa da Austrália também redução de 2,45%.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a perspectiva de reabertura da economia impactou o positivamente as bolsas norte-americanas na última semana. No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, previu que deve haver cerca de 60 mil mortes por causa da pandemia no país - os mortos já ultrapassaram a marca de 40 mil em solo americano. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que a pandemia já passou do pico e começa a desacelerar, complementando que é preciso reduzir a taxa de infecção ainda mais para ser possível uma reabertura segura da economia. Além disso, ações do setor de energia devem ser pressionadas no pré-mercado, em nova jornada negativa para o petróleo, ao menos por enquanto. Às 12h45 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,99%, o Nasdaq subia 0,05% e o S&P 500 recuava 0,60%.

Europa

A maioria das bolsas europeias abriu com ganhos, mas Madri (Espanha) e Lisboa (Portugal) já recuavam e Londres (Inglaterra) passou para o sinal negativo. Notícias sobre a disseminação do novo coronavírus continuam a concentrar atenções, mas também há otimismo com as novidades sobre planos para a reabertura da economia. Às 12h45 (de Brasília), a Bolsa de Londres fechava preliminarmente com avanço de 0,45%, Frankfurt (Alemanha) com alta 0,47% e Paris (França) tinha aumento de 0,65%. Milão avançou 0,05%, Madri recuou 0,64% e Lisboa registrou baixa de 1,02%.

O euro se fortaleceu após a divulgação do superávit ajustado da balança comercial de 25,8 bilhões de euros na zona do euro em fevereiro. As exportações tiveram aumento mensal de 1,8%, enquanto as importações recuaram 2,3%

Petróleo

Os contratos de petróleo recuam ao longo do dia, com o WTI especialmente penalizado, no quadro atual de forte queda na demanda por causa da pandemia do novo coronavírus e após cortes na oferta considerados insuficientes para reequilibrar esse mercado. 

Em relatório, Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank, destaca que uma grande questão no momento é se comprar petróleo já poderia ser uma boa ideia. Ela comenta que se os preços se aproximassem de US$ 15 o barril haveria investidores ansiosos para comprar à espera de uma correção para cima, "mas os riscos de baixa prevalecem, com o lado da venda parecendo mais forte do que muitos acreditavam". Para a especialista, ainda é incerto o quanto pode ainda o preço recuar e Ozkardeskaya diz que o contrato poderia até caminhar para a faixa de US$ 10 o barril. 

Às 5h58 (de Brasília), o petróleo WTI para junho recuava 7,71%, a U$ 23,10 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês caía 3,88%, a U$ 26,99 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE) / CÉLIA FROUFE, GABRIEL BUENO DA COSTA E LUÍSA LAVAL, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES

 

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