Jonathan Ernst/ Reuters
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Mercados internacionais fecham sem sentido único em dia de decisão do Fed sobre política monetária

Bolsas também foram afetadas pelos balanços mistos de grandes bancos da Europa e pela disseminação do novo coronavírus pelo mundo

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2020 | 06h44
Atualizado 29 de julho de 2020 | 18h54

As principais Bolsas do exterior fecharam sem sinal único nesta quarta-feira, 29, após a divulgação de balanços mistos de bancos europeus e novas taxas de transmissão do novo coronavírus. Investidores também acompanharam as negociações para a aprovação de um novo pacote de estímulos de US$ 1 trilhão pelo Congresso dos EUAmas ficaram principalmente atentos ao anúncio da decisão de política monetária do Fedque saiu apenas quando a maioria dos índices já tinham fechado.

Como era de se imaginar, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano)reiterou a sua postura "dovish", ou seja, favorável a estímulos agressivo e manteve entre 0% e 0,25% ao ano as taxas de juros dos Estados Unidos. Também ajudou a melhorar ainda mais o ânimo do exterior, a fala do presidente da entidade monetária, Jerome Powell, que reforçou o compromisso em apoiar a economia e disse que "o Fed vai limitar danos e garantir uma recuperação forte para os EUA".

A manutenção do discurso ultradovish por parte do Fed reforçou a ordem vendedora na moeda americana. "O Fed ofereceu uma dose de realismo", diz o ING, ressaltando que os mercados acionários têm precificado otimismo com a recuperação econômica após o choque da pandemia.

Ásia e Oceania

Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto tiveram ganhos de 2,06% e 2,90% no mercado asiático, enquanto o sul-coreano Kospi se valorizou 0,27%, graças ao desempenho positivo de ações de montadoras e de fabricantes de eletrônicos, incluindo a Samsung Electronics (+0,68%), e o Hang Seng teve alta de 0,45% em Hong Kong, em parte impulsionado pelos papéis do HSBC (+2,73%). 

Por outro lado, o japonês Nikkei estendeu a fraqueza recente, com queda de 1,15%, após a divulgação de balanços decepcionantes por várias grandes empresas locais, e o Taiex caiu 0,36% em Taiwan. Na Oceania, a bolsa australiana caiu 0,23%, após dados fracos da inflação doméstica e a adoção de restrições a viagens por causa do recente aumento de casos de covid-19 no país. 

Europa

Por lá, o Grupo Santander registrou um prejuízo inesperado de 11,13 bilhões de euros no segundo trimestre deste ano, enquanto o  Deutsche Bank teve lucro após impostos de 61 milhões de euros no segundo trimestre de 2020, contrastando com prejuízo de 3,15 bilhões de euros registrado em igual período do ano passado. Já o inglês Barclays divulgou que teve lucro de impostos de 1,27 bilhão de libras no primeiro semestre de 2020, equivalente a menos da metade do ganho de 3,01 bilhões de libras registrado no mesmo intervalo do ano passado. 

Os balanços negativos dos bancos seguraram os ganhos no velho continente e apenas Londres e Paris tiveram altas, de 0,04% e 0,60% cada. Na outra ponta, o Stoxx 600 encerrou o dia em queda de 0,21% e a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 0,10%, enquanto MilãoMadri e Lisboa tiveram baixas de 0,11%, 0,55% e 0,27% cada.

Bolsas de Nova York

Nova York teve altas generalizadas. O Dow Jones avançou 0,61% o S&P 500 subiu 1,24% e o Nasdaq registrou avançou de 1,35%. Por lá, surpreendeu o inesperado ganho de 318,14% da Kodak, depois do governo americano anunciar que irá fornecer um empréstimo de US$ 765 milhões para a companhia produzir medicamentos, por meio da Lei de Produção para a Defesa Nacional.

Petróleo e ouro

O dia foi favorável para o mercado de petróleo, que além de ser beneficiado pela decisão do Fed, também comemorou o recuo de 10,611 milhões de barris no estoque dos Estados Unidos, segundo relatório semanal do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Com isso,  o WTI para setembro, referência no mercado americano, subiu 0,56%, a US$ 41,27 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para outubro, referência no mercado europeu, avançou 1,10%, a US$ 44,09 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

A postura 'dovish' do banco central americano, ou seja, favorável a estímulos agressivos, também estimulou o ouro, que voltou a bater recordes. Na Comex, divisão de metais da Nymex, a onça-troy com entrega para agosto encerrou com ganho de 0,45%, a US$ 1.953,4, maior valor para um fechamento. Durante o pregão, o metal chegou a tocar os US$ 1960,0 por onça-troy./COLABOROU MAIARA SANTIAGO E IANDER PORCELLA

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