EFE/EPA/YONHAP
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Carolina Bartunek: ESG, o que eu tenho a ver com isso?

Mercados internacionais operam sem sinal único, de olho em balanços de empresas e petróleo

Empresas estão em temporada de balanços, com divulgações de resultados trimestrais

Sergio Caldas, Nicholas Shores e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2020 | 06h15

Em meio às incertezas provocadas pelo novo coronavírus, causador da covid-19, as Bolsas da Europa operam sem direção única no início do pregão desta terça-feira, 28. Nesta manhã, investidores acompanham os balanços trimestrais de grandes bancos e empresas do continente, como Santander, HSBC, BP e UBS. Além disso, estão atentos à forte queda do petróleo pela segunda sessão consecutiva. 

O pânico nos mercados causado pela falta da dimensão real dos efeitos da pandemia nas economias ao redor do mundo tem atingido não só os índices dos respectivos países, mas também as moedas. Neste mês de abril, novo patamares e recordes foram estabelecidos, com dólar sendo negociado acima de R$ 5,70, com recorde a R$ 5,74, e euro, moeda oficial da União Europeia, R$ 6,19. Desde o início do mês de março, índices das Bolsas de Valores ao redor do mundo, cotações do petróleo e moedas internacionais vêm sofrendo impactos em decorrência da pandemia, que, após ter como epicentro a China e a Europa, tem principal foco, atualmente, nos Estados Unidos

Bolsas da Europa 

Às 4h29 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,02%, a de Paris caía 0,18% e a de Frankfurt avançava 0,11%. Já a de Milão se valorizava 0,82%, enquanto a de Madri recuava 0,31% e a de Lisboa perdia 0,74%. 

Bolsas da Ásia 

Na Ásia, o fechamento dos mercados também foi sem direção única, mas as quedas foram tímidas. Na China, por exemplo, maior resultado negativo do dia por lá, o recuo foi de 0,19%, seguida de Japão, com o índice Nikkei caindo 0,06%. Taiwan, 0,46%, Coreia do Sul, 0,59% e Hong Kong, 1,22%, avançaram em seus respectivos índices. Na Oceania, a Austrália, principal mercado de ações da região, fechou em queda (-0,13%). 

Petróleo 

Após fecharem com tombos acentuados na segunda-feira, 27, os contratos futuros de petróleo dão prosseguimento ao movimento de forte retração nas primeiras horas desta terça-feira. A demanda em queda livre devido à paralisação de setores econômicos mundo afora durante a pandemia do novo coronavírus é um fator que, neste momento, pesa muito mais sobre os preços do que riscos geopolíticos.

Além disso, há o temor de deter o contrato do WTI mais perto do vencimento devido ao nível de estocagem já muito elevado de barris desse tipo de petróleo nos Estados Unidos, o que mantém o ativo em baixa de dois dígitos. Às 4h33 (de Brasília), o WTI para junho despencava 18,94%, a US$ 10,36, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para julho descia 4,51%, a US$ 22,03, na Intercontinental Exchange (ICE). 

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