Aly Song/Reuters
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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados internacionais ficam sem sinal único em meio a dúvidas sobre perspectiva global

Investidores têm receio do clima de incerteza causado pela disseminação da covid-19, dados econômicos desanimadores e aumento das tensões entre EUA-China

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2020 | 06h05

Os principais mercados internacionais operam sem sinal único nesta sexta-feira, 17. Apesar de a maioria das bolsas asiáticas ter fechado em altas, as negociações são impactadas por dúvidas sobre a perspectiva da economia global em meio à disseminação do novo coronavírus.

Assim como a recuperação econômica da China, a dos EUA também desperta incertezas. Na quinta-feira, 16, os números do varejo americano surpreenderam positivamente, mas o volume de novos pedidos de auxílio-desemprego da última semana ficou acima do esperado. Além disso, os EUA enfrentam uma segunda onda de infecções por covid-19, que veio após a reversão de medidas de confinamento motivadas pela doença.

Além disso, as tensões entre EUA e China, que ganharam força após Pequim adotar uma nova lei de segurança nacional para Hong Kong, permanecem no radar. Na quinta, circulou notícia de que a Casa Branca considera proibir que membros do Partido Comunista chinês e suas famílias viajem para os EUA. Ainda segundo o jornal Financial Times, Washington já considera banir o popular aplicativo Tik Tok, que é chinês. 

Ásia e Oceania

Com isso, o clima foi misto na Ásia, onde os ganhos foram mais contidos. Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto tiveram altas modestas de 0,13% e 0,69%, enquanto o Hang Seng se valorizou 0,47% em Hong Kong. O sul-coreano Kospi subiu 0,80% e o Taiex ganhou 0,20% em Taiwan. Por lá, a exceção foi o japonês Nikkei, que caiu 0,32%. Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul, com leve alta de 0,38%.o decepcionante resultado do índice de confiança do consumidor americano, que recuou de 78,1 em junho para 73,2 na leitura preliminar de julho.  

Europa

A incerteza ditou o tom das Bolsas da Europa, que não se animaram mesmo com a possibilidade do Parlamento Europeu aprovar um fundo de 750 bilhões de euros para ajudar a atenuar os efeitos da pandemia nos mercados. Londres e Frankfurt  fecharam com ganhos de 0,63% e 0,35% cada, mas Paris recuou 0,31%. Também cedeu Madri, com 0,46%, mas subiram Milão e Lisboa, com 0,31% e 0,26%.

Bolsas de Nova York

Pesou nas Bolsas de Nova York o decepcionante resultado do índice de confiança do consumidor americano, que recuou de 78,1 em junho para 73,2 na leitura preliminar de julho. Com isso, os índices terminaram o dia sem sentido único e com alguns ganhos modestos. O Dow Jones recuou 1,44%, o S&P 500 avançou 0,28% e o Nasdaq subiu 0,28%

Petróleo

O avanço do coronavírus voltou a pesar no mercado de petróleo, que fechou em queda, frente ao temor de que a pandemia reduza drasticamente a demanda pela commodity. Além disso, também fica no radar a previsão negativa da Fitch Ratings para o PIB dos Estados Unidos, com uma possibilidade de retração de 5,6% para 2020. A informação preocupada, já que os americanos são um dos maiores consumidores do ativo.

Com isso, o WTI para setembro, referência no mercado americano, encerrou a sessão em queda de 0,44%, a US$ 40,75, e perda semanal de 0,15%. Já o Brent para o mesmo mês, referência no mercado europeu, caiu 0,53%, a US$ 43,14. Para esse contrato, a variação semanal foi de queda de 0,07%./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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