Eugene Hoshiko/AP Photo
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Mercados internacionais fecham em queda com preocupação sobre 2ª onda da covid-19

Nos últimos dias, notícias sobre candidatas à vacina contra o novo coronavírus ajudaram a alimentar o apetite por risco nos mercados internacionais

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2020 | 07h30
Atualizado 12 de novembro de 2020 | 18h43

As Bolsas da ÁsiaEuropa e Nova York fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, 11, com várias delas realizando lucros após acumularem ganhos desde o começo da semana em meio a uma sequência de notícias positivas sobre o desenvolvimento de possíveis vacinas contra a covid-19

Nos últimos dias, notícias sobre candidatas à vacina contra o novo coronavírus ajudaram a alimentar o apetite por risco na Ásia e em outras partes do mundo. O anúncio que mais causou entusiasmo veio no começo da semana, quando Pfizer e BioNTech relataram eficácia de mais de 90% da vacina experimental que estão testando de forma conjunta. A Rússia, por sua vez, alega ter uma vacina igualmente eficaz.

No entanto, antes de desfrutar dos benefícios da vacinação, contudo, os países terão que enfrentar o recente avanço da covid-19. Os EUA renovaram ontem recorde diário de casos de doença, com 144 mil diagnósticos confirmados em 24 horas. A Alemanha também teve nova máxima no volume de infecções em uma dia, com mais de 18 mil ontem. 

Nesse cenário, algumas autoridades têm adotado restrições à atividade, inclusive em grandes cidades do país, para tentar conter o problema, mas isso pesa na economia. Hoje, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, previu alguns meses "difíceis" na economia americana e avaliou a vacina como uma solução apenas para o médio prazo. 

Bolsas da Ásia 

O índice acionário Hang Seng caiu 0,22% em Hong Kong, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,41% em Seul, após se valorizar por oito pregões seguidos, e o Taiex registrou queda de 0,30% em Taiwan. Na China continental, o Xangai Composto ficou no vermelho pelo terceiro dia consecutivo, com leve baixa de 0,11%, mas o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,43%.

Outra exceção positiva foi o japonês Nikkei, que subiu 0,68% em Tóquio, sustentado por ações dos setores de tecnologia e químico. Na Oceania, a Bolsa australiana seguiu o viés negativo da Ásia e também se enfraqueceu, interrompendo cinco sessões consecutivas de ganhos. O S&P/ASX 200 caiu 0,49% em Sydney

Bolsas da Europa 

Na agenda de indicadores, o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) do Reino Unido informou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 15,5% no terceiro trimestre de 2020 ante o segundo, recuperando parte do tombo de 19,8% registrado entre abril e junho deste ano.

No entanto, o aumento de casos do coronavírus no velho continente e também nos Estados Unidos, ajudou a derrubar os índices europeus. O Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, encerrou em queda de 0,88%, enquanto a Bolsa de Londres caiu 0,68%, Frankfurt recuou 1,24% e Paris teve baixa de 1,52%. Milão e Madri cederam 0,83% e 0,87%. O índice de Lisboa foi o único a fechar no azul, com alta de 0,59%.

Bolsa de Nova York

Além do avanço do coronavírus nos EUA, a perspectiva de queda na atividade, em um quadro de dificuldade para a aprovação de mais estímulos fiscais, pressionou as ações nesta quinta-feira. O Dow Jones fechou em queda de 1,08%, o S&P 500 recuou 1,00% e o Nasdaq caiu 0,65%. 

O Goldman Sachs acredita que um novo pacote de ajuda nos EUA não deve passar de US$ 1 trilhão, mas mostra certo otimismo sobre a vacina, com a possibilidade de que ocorra imunização em massa no país no primeiro semestre de 2021. Nesse quadro, o banco espera crescimento de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em todo o próximo ano.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda hoje, em meio a preocupações a respeito da nova onda de casos de coronavírus pelo mundo, que levou a Agência Internacional de Energia (AIE) a piorar suas previsões para a demanda pelo ativo energético este ano. O aumento dos estoques da commodity nos EUA também pressionou as cotações. O dólar fraco e o otimismo em relação a uma vacina contra a doença, no entanto, ajudaram a limitar as perdas. Nesta sexta, o WTI para dezembro perdeu 0,80%, a US$ 41,12 o barril, enquanto o Brent para janeiro cedeu 0,62%, a US$ 43,53 o barril. 

Em meio às preocupações com o avanço do vírus, a AIE revisou para baixo suas projeções para o consumo global de petróleo, prevendo queda de 8,8 milhões de barris por dia (bpd), acima da estimativa anterior, de 8,4 milhões de bpd. Os cálculos impuseram pressão ao petróleo, que acelerou queda depois que o Departamento de Energia (DoE) dos EUA informou que os estoques da commodity no país subiram 4,277 milhões de barris, para 488,706 milhões de barris, na semana encerrada em 6 de novembro. O resultado pegou de surpresa analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que previam recuo de 700 mil barris no período./COLABORARAM MAIARA SANTIAGO A ANDRÉ MARINHO

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