Kazuhiro Nogi/AFP
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Mercados internacionais fecham em alta, com foco de volta à reabertura econômica

Bolsas da Ásia e da Europa tiveram de ganhos nesta segunda, motivadas pelo fim gradual das medidas de isolamento social nas maiores economias do mundo

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2020 | 07h00
Atualizado 25 de maio de 2020 | 20h28

Mesmo em meio a crescentes tensões entre Estados Unidos e China, situação que tem como pivô Hong Kong e que se mantém no radar dos investidores, os mercados internacionais voltam as atenções à reabertura econômica de alguns países ao redor do mundo, operando em alta na manhã desta segunda-feira, 25. 

Países como Alemanha, que já retornou com partidas de futebol, realizadas sem público e Itália, com pessoas já frequentando centros comerciais, são exemplos de locais em que o distanciamento social, utilizado para conter a pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19, tem sido afrouxada. 

Bolsas da Ásia

O índice acionário japonês Nikkei subiu 1,73%, a 20.741,65 pontos, impulsionado por ações dos setores de transportes e imobiliário. Há expectativas de que o Japão suspenda o estado de emergência declarado em função da covid-19, o que aliviaria restrições à atividade econômica em Tóquio e em outras regiões importantes do país.

Na China continental, os mercados variaram pouco e encerraram os negócios em direções opostas. O Xangai Composto avançou 0,15%, a 2.817,97 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,09%, a 1.750,82 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng teve ligeira alta de 0,10%, a 22.952,24 pontos, após despencar mais de 5,5% na sexta-feira, 22, em reação a uma ameaça do governo chinês de impor novas leis de segurança nacional ao território. O gesto da China irritou os EUA, deteriorando ainda mais as relações entre as duas potências econômicas, que já vinham se desentendendo em relação à origem do coronavírus.

Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 1,24%, a 1.994,60 pontos, impulsionado em parte por um apelo feito hoje pelo presidente Moon Jae-in para que o Parlamento sul-coreano aprove rapidamente um novo orçamento extraordinário destinado a amenizar os efeitos do coronavírus. Já o Taiex registrou ganho de 0,56% em Taiwan, a 10.871,18 pontos.

Na Oceania, a Bolsa australiana seguiu o viés positivo da Ásia e fechou no maior nível em três meses. O S&P/ASX 200 se valorizou 2,16% em Sydney, a 5.615,60 pontos, ajudado por papéis de grandes bancos domésticos e de mineradoras. 

Bolsas da Europa 

Na Europa, a liquidez dos índices do continente foi reduzida por conta de feriados nos Reino Unido e nos EUA, que mantiveram seus respectivos mercados fechados. 

Os resultados não foram diferentes nas Bolsas da Europa, também beneficiadas pelos feriados nos Estados Unidos e também no Reino Unido. O índice Stoxx 600 encerrou em alta de 1,38% e na Bolsa de Frankfurt, o DAX subiu 2,87% e em Milão, o índice FTSE MIB avançou 2,98%. Na Bolsa de Paris, o CAC 40 ganhou 2,15% e em Madri, o Ibex 35 encerrou em alta de 2,38%. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,84%.

Petróleo

A commodity foi beneficiada nesta segunda, pela retomada gradual de algumas das maiores economias do mundo. O aumento nas atividades da China também anima, já que o país asiático é um dos maiores consumidores de petróleo do mundo. No entanto, os temores entre as tensões EUA-China ainda pesam no mercado petroleiro.

Brent para junho, referência no mercado europeu, fechou com alta de 1,28%, a US$ 35,58 barril. Já o WTI para o mesmo mês, referência no mercado americano, fechou com alta de 1,35%, a US$ 33,70 o barril./COLABOROU ANDRÉ MARINHO E MAIARA SANTIAGO

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