Toby Melville/Reuters - 09/03/2020
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Mercados internacionais fecham em alta, com foco na recuperação econômica

Bolsas da Ásia, Europa e Nova York deixaram de lado o tenso cenário político entre China e Estados Unidos para se voltar para a retomada das economias

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2020 | 07h00
Atualizado 03 de junho de 2020 | 19h04

Com foco na recuperação econômica, após o auge de contaminações pelo novo coronavírus, causador da covid-19, ter, aparentemente, passado na Ásia e na Europa, as principais Bolsas do mundo fecharam com alta generalizada nesta quarta-feira, 3, deixando temporariamente de lado as tensões políticas e sociais. 

A gradual reversão de medidas de quarentena em vários países continua alimentando esperanças de que a economia global se recupere após o violento impacto da pandemia. Além disso, há expectativas de que governos continuem adotando estímulos fiscais para potencializar os esforços monetários de bancos centrais e superar a crise provocada pela doença. 

O otimismo em relação a uma reabertura no globo se sobrepõe à tensão entre Estados Unidos e China, que vem aumentando nas últimas semanas, tendo como pivô da situação Hong Kong. A escalada de protestos antirracistas nos EUA, que já acontece há mais de uma semana e se espalhou pelo território americano, também se mantém em segundo plano.

Além disso, a fala da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI)Kristalina Georgieva, animou o mercado nesta quarta. Ela afirmou que os bancos centrais de países emergentes têm quantidades consideráveis de reservas para ajudar durante a crise. Kristalina também afirmou que é preciso aliviar a dívida de países pobres e que 73 nações estariam elegíveis ao alívio de dívida do G20.

Bolsas da Ásia 

Na Ásia, o governo da Coreia do Sul propôs um orçamento suplementar equivalente a cerca de US$ 29 bilhões para combater os efeitos da covid-19. Já na Oceania, dados oficiais mostraram que Produto Interno Bruto (PIB) da Austrália sofreu contração de 0,3% no primeiro trimestre ante os três meses anteriores, a primeira desde 2011. Analistas, contudo, previam queda um pouco maior, de 0,4%.

O japonês Nikkei subiu 1,29% em Tóquio, enquanto o Kospi saltou 2,87% em SeulHang Seng avançou 1,37% em Hong Kong e o Taiex registrou ganho de 1,73% em Taiwan. Na China continentalXangai Composto e Shenzhen Composto subiram 0,07% e 0,04%, respectivamente. Na Oceania, o S&P/ASX 200 avançou 1,83% em Sydney.

Bolsas da Europa 

Na Europa, onde estão algumas das maiores economias do mundo, o dia foi de indicadores positivos. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla inglês) de serviços do Reino Unido, superou expectativa e subiu para 29 em maio. O PMI da Alemanha também avançou a 32,3, enquanto o da zona do euro saltou para 31,9. Em resposta a possível retomada da economia, o Stoxx 600 encerrou em alta de 2,54%.

As Bolsas do velho continente também tiveram ganhos nesta quarta. Em Londres, o ganho foi de 2,61% e em Frankfurt, de 3,88%. A Bolsa de Paris subiu 3,36% e a de Milão, 3,54%. Madri Lisboa subiram 2,95% e 1,74%, respectivamente.

Bolsas de Nova York

Nos Estados Unidos, o fechamento de vagas no setor privado totalizou 2,76 milhões em maio, abaixo da expectativa de 8,75 milhões. Com o resultado melhor do que o esperado, o otimismo do mercado com a recuperação econômica aumentou. 

Em resposta, as Bolsas de Nova York terminaram o pregão em alta. O Dow Jones fechou em alta de 2,05%, o S&P 500 avançou 1,36% e o Nasdaq subiu 0,78%, a 9.682,91 pontos.

Petróleo 

commodity conseguiu fechar em alta no final, impulsionada pela diminuição dos estoques de petróleo nos Estados Unidos. No entanto, a sessão foi altamente volátil nesta quarta, frente a possibilidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) adiar a reunião marcada para a próxima quinta-feira, 4, na qual iria abordar a possibilidade de novos cortes na produção de barris. 

Na sessão de hoje, o WTI, referência no mercado americano, fechou com alta de 1,30%, a US$ 37,29 o barril. O Brent para agosto, referência no mercado europeu, subiu 0,56%, a US$ 39,79 o barril./COLABOROU MARCELA GUIMARÃES E MAIARA SANTIAGO 

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