Behrouz Mehri/AFP
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Coluna

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Mercados internacionais fecham com alta generalizada em meio a estímulos econômicos

Ásia e Estados Unidos já trabalham com novos pacotes de ajuda trilionários, que refletiram positivamente nos mercados do Europa, também otimistas com a retomada

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2020 | 07h30
Atualizado 16 de junho de 2020 | 20h13

As Bolsas da Ásiada Europa e de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, 16, reagindo a novas medidas de apoio financeiro dos bancos centrais dos Estados Unidos e do Japão. No entanto, a possibilidade de que a economia do país americano não evolua na velocidade esperada, somada ao temor frente a uma possível segunda onda do coronavírus, impediram ganhos ainda maiores dos mercados.

O Banco do Japão (BoJ, pela sigla em inglês) anunciou que irá manter sua política monetária inalterada, mas vai ampliar o volume de um programa especial de financiamento para empresas prejudicadas pela pandemia de coronavírus, de 75 trilhões de ienes para 110 trilhões de ienes (US$ 1,025 trilhão).

Já segundo a agência de notícia Reuters, o governo dos EUA planeja criar um novo pacote voltado ao setor de infraestrutura no valor de US$ 1 trilhão, para ajudar na retomada da economia. Vale lembrar que na última segunda-feira, 15, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) informou que vai passar a comprar títulos corporativos no mercado secundário americano, notícia que animou os investidores.

Bolsas da Ásia e Oceania

A informação de novos pacotes de estímulos mundiais ajudaram o mercado asiático, que deixou temporariamente em segundo plano o fato de Pequim ter elevado o nível de emergência devido ao risco de uma nova onda de contaminações do coronavírus.

O japonês Nikkei teve alta de 4,88%, o sul-coreano Kospi saltou 5,28% e o Hang Seng subiu 2,39% em Hong Kong. Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto ganharam 1,44% e 1,77%, respectivamente, enquanto o Taiex avançou 1,82% em Taiwan. Na Oceania, o S&P/ASX 200 avançou 3,89% em Sydney

Bolsas da Europa

O clima foi positivo na Europa, após o Fed ter anunciado na última segunda-feira, 15, um programa de compra e recompra de ativos. Além disso, o índice de expectativas econômicas da Alemanha do instituto ZEW avançou de 51 pontos em maio a 63,4 em junho, surpreendendo analistas, que previam 60

Em resposta, o Stoxx 600 fechou com ganho de 2,90%. A Bolsa de Londres subiu 2,94% e a de Frankfurt teve ganho de 3,39%. Os índices de ParisMilão e Madri avançaram 2,84%, 3,46% e 3,25%, enquanto em Lisboa, a alta foi de 2,44%.

Bolsas de Nova York

O possível novo pacote dos EUA ajudou o mercado do país, mas não apagou totalmente o efeito do discurso pessimista do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell​. Ele não deu muitas esperanças de uma recuperação econômica rápida no pós-pandemia e disse que os trabalhadores no setor de serviços terão mais dificuldades para voltar ao trabalho.

Contudo, o aumento de 17,7% das vendas do varejo em maio ante abril nos Estados Unidos, bem acima da previsão dos analistas de 7,9%, também ajudou a apagar os estragos nas Bolsas de Nova York. Em resposta, o Dow Jones fechou com alta de 2,04%, o S&P 500 avançou 1,90% e o Nasdaq subiu 1,75%.

Petróleo

Além de um possível novo pacote trilionário dos EUA, um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) fortaleceu a commodity. O órgão apontou que a pandemia vai prejudicar fortemente a economia global e a demanda por petróleo neste ano, mas que os cortes de oferta, feitos por grandes produtores, e um avanço recorde no consumo no próximo ano, vão ajudar a reequilibrar o mercado.

O cenário positivo fez o WTI para julho, referência no mercado americano, fechar com alta de 3,39%, a US$ 38,38. Já o Brent para agosto, referência no mercado europeu, subiu 3,12%, a US$ 40,96 o barril. Com isso, ações de grandes petrolíferas foram beneficiadas nesta terça, com destaque para as ações da BP, com alta de 1,79%, Eni, com 4,14%, Chevron, com 3,07% e ExxonMobil, com 2,25%./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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