EFE/EPA/YONHAP
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Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Bolsas de Ásia e Europa têm índices em alta após possível afrouxamento de restrições no mundo

Em meio ao recuo no número de casos de coronavírus na Europa, Bolsas da Ásia fecharam negociações desta terça-feira, 14, em avanço generalizado; mercado europeu opera com crescimentos relevantes nesta manhã

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2020 | 06h18
Atualizado 14 de abril de 2020 | 20h10

Os mercados internacionais têm alta generalizada na manhã desta terça-feira, 14, após países europeus apontarem uma possível política de afrouxamento de restrições em relação ao isolamento social na Europa. Alguns países do velho continente estudam reverter as medidas adotadas durante o período de auge do combate à pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19

Itália e Espanha estão se mobilizando para levantar algumas das restrições impostas por causa do coronavírus, uma vez que os números de casos e mortes pela covid-19 vêm dando sinais de desaceleração. Já nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump, disse que seu governo está muito perto de concluir um plano para reabrir a economia americana, visto que o coronavírus aparentemente também se aproxima de seu pico no país.

Além disso, outra notícia positiva animou os investidores, o que, consequentemente, eleva o ânimo nos índices dos mercados financeiros. A divulgação de dados da balança comercial da China apresentou informações melhores que o esperado. As exportações chinesas caíram 6,6% na comparação anual de março, após terem baixado 17,2% no período de janeiro e fevereiro, mostraram dados da Administração Geral de Alfândegas da China. Economistas consultados pelo Wall Street Journal projetavam um recuo de 15,9% em março. Já as importações chinesas se retraíram 0,9% no mesmo intervalo - nos primeiros dois meses do ano, o declínio foi de 4,0%. A projeção era de queda de 10% em março.

O superávit comercial geral do país chegou a US$ 19,9 bilhões em março, comparado com um déficit de US$ 7,09 bilhões no período de janeiro e fevereiro e expectativas de um superávit de US$ 21 bilhões para o mês passado. 

Mercados internacionais 

Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 1,59%, a 2.827,28 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,22%, a 1.745,42 pontos. 

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei saltou 3,13% em Tóquio, a 19.638,81 pontos, impulsionado por ações dos setores de eletrônicos e varejista, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,72% em Seul, a 1.857,08 pontos, e o Taiex registrou alta de 2,31% em Taiwan, a 10.332,94 pontos. Na Bolsa de Hong Kong, que retomou operações após o feriado de Páscoa, o Hang Seng subiu 0,56%, a 24.435,40 pontos. Na Oceania, o mercado australiano também só retornou nesta terça do feriado de Páscoa e o índice S&P/ASX 200 se valorizou 1,87% em Sydney, a 5.488,10 pontos, atingindo seu maior patamar desde 13 de março. 

Na Europa, as bolsas fecharam sem sentido único nesta terça. A Bolsa de Frankfurt teve ganho de 1,25%, Madri teve alta de 0,54% e Paris teve ganhos de 0,38%. Em Lisboa, a alta foi de 0,83%. Já as Bolsas de Londres e de Milão tiveram perdas de 0,88% e de 0,36%, respectivamente.

Petróleo 

O petróleo fechou em queda, após o Departamento de Energia (DoE) americano prever ontem que a produção da commodity nos EUA cairá 183 mil barris por dia (bpd) em maio, a 8,526 milhões de bpd, em meio à pandemia do novo coronavírus. Nesse cenário, analistas já dizem que o acordo fechado pela Opep+, para tentar diminuir das perdas desse mercado, pode não ser o bastante. 

Como consequência, o WTI para maio, referência no mercado americano, fechou em queda de 10,26%, a US$ 20,11 o barril. Já o Brent para junho, referência no mercado europeu, recuou 6,74%, a US$ 29,60 o barril. Durante a sessão, o WTI chegou a ser negociado abaixo de US$ 20 o barril, a US$ 19,95 na mínima, e o Brent no fechamento continuava a perder a marca de US$ 30 o barril. 

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