Kazuhiro Nogi/AFP
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Coluna

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Mercados internacionais fecham sem sentido único em meio a tensões geopolíticas

Tom cauteloso das principais Bolsas do exterior nesta quarta acontece por conta das questões que surgiram envolvendo Índia e China e as duas Coreias

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2020 | 07h00
Atualizado 17 de junho de 2020 | 19h58

As Bolsas da ÁsiaEuropa e Nova York fecharam sem sentido único nesta quarta-feira, 17, após os sólidos ganhos do pregão anterior, com investidores se mostrando mais cautelosos em meio a tensões geopolíticas e recentes surtos de coronavírus em partes da China e dos Estados Unidos.

O viés positivo na Ásia veio após mais um dia de valorização das Bolsas de Nova York, que na terça-feira, 16, avançaram em boa parte por causa de novos sinais de recuperação da economia dos EUA, evidenciados por um salto bem maior do que o esperado nas vendas do setor varejista americano. Recentes estímulos dos bancos centrais dos EUA e do Japão também ajudam a sustentar o apetite por risco.

Por outro lado, surgiram questões geopolíticas envolvendo Índia e China e as duas Coreias, que justificaram o tom cauteloso desta quarta. Além disso, permanecem no radar o ressurgimento da covid-19 em Pequim, a capital chinesa, e o aumento de casos da doença em Estados dos EUA que estão em processo de reversão de medidas de quarentena.

Bolsas da Ásia e Oceania

Com as incertezas mundiais, os ganhos foram contidos na Ásia. Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto subiram 0,14% e 0,29%, respectivamente. Já o Hang Seng se valorizou 0,56% em Hong Kongo sul-coreano Kospi teve alta de 0,14% e o Taiex registrou ganho de 0,20% em Taiwan. Enquanto issoNikkei caiu 0,56% em TóquioNa Oceania, a Bolsa australiana também subiu e avançou 0,83% em Sydney.

Bolsas da Europa 

No velho continente, as Bolsas fecharam sem sentido único. O Stoxx 600 encerrou com ganho de 0,74%, a bolsa de Londres avançou 0,17% e a de Frankfurt subiu 0,54%. Paris e Lisboa tiveram ganhos de 0,88% e 0,41%, respectivamente. Já Milão e Madri caíram 0,20% e 0,22%.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, os índices também ficaram sem rumo. O Dow Jones fechou com queda de 0,65%, o S&P 500 recuou 0,36% e o Nasdaq subiu 0,15%, a 9.910,53 pontos. Por lá, pesou um novo discurso pessimista do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano)Jerome Powell, colocou ainda mais pressão no câmbio. Hoje, ele voltou a falar das incertezas de uma recuperação rápida para a economia dos Estados Unidos. Mas deu uma boa notícia, ao anunciar que o Fed tem recursos à disposição para ajudar "se for necessário".

Petróleo

Os contratos do petróleo fecharam sem direção única nesta quarta, após um relatório do American Petroleum Institute (API) divulgado na última terça-feira, 16, apontar para um aumento de 3,9 milhões de barris no volume estocado nos EUA na última semana. Além disso, o receio de que o processo de reabertura do país americano seja interrompido pelo avanço do vírus, ajudou a segurar o mercado.

Com isso, o WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou em queda de 1,14%, a US$ 38,21. Já o Brent para agosto, referência no mercado europeu, subiu 0,61%, a US$ 40,71 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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