Kazuhiro Nogi/AFP
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coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados internacionais fecham sem sentido único em meio a avanço da covid-19

Estados Unidos continuam sendo o principal foco de preocupação de disseminação do vírus; aumento das tensões dos americanos com a China também chamou a atenção

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2020 | 07h00
Atualizado 22 de julho de 2020 | 21h03

As Bolsas da Ásiado Pacífico e da Europa fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, 22, influenciadas pela disseminação do coronavírus na região e nos Estados Unidos. Autoridades no Japão e em Hong Kong também se mostraram alarmadas com os crescentes números de casos da doença. Em Nova York, no entanto, as perdas foram revertidas no final do pregão e os índices fecharam em alta

Os EUA continuam sendo o principal foco de preocupação. Na terça-feira, 21, o presidente Donald Trump alertou que a pandemia por lá "ficará pior antes de melhorar". No mundo, os casos de coronavírus se aproximam de 15 milhões e as mortes somam mais de 600 mil, segundo dados da Universidade Johns Hopkins

Além disso, os EUA anunciaram que vão fechar o consulado da China no Texas, após denúncias de que hackers chineses tentaram roubar dados relacionados a uma vacina contra o coronavírus. Em resposta, Pequim disse já estudar uma retaliação. A nova investida americana fez cair o preço do dólar, que já estava enfraquecido na comparação com o euro, após a União Europeia aprovar ontem um pacote de ajuda ao bloco no valor de 750 bilhões de euros.

Bolsas da Ásia e do Pacífico 

Com as incertezas, as Bolsas da Ásia ficaram sem sentido único. Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto subiram 0,37% e 0,84% cada, mas o japonês Nikkei caiu 0,58% e o sul-coreano Kospi teve perda marginal de 0,01%. Já o Hang Seng recuou 2,25% em Hong Kong, enquanto o Taiex subiu 0,61% em Taiwan. Na Oceania, a Bolsa de Sydney terminou o pregão com queda de 1,32%.

Bolsas da Europa 

Os acontecimentos derrubaram os índices da Europa, que deixaram em segundo plano o pacote bilionário aprovado ontem. O Stoxx 600 fechou com queda de 0,87%, enquanto a Bolsa de Londres cedeu 1,00%, a de Paris recuou 1,32% e a de Frankfurt teve baixa de 0,51%. MilãoMadri Lisboa perderam 0,60%, 1,39% e 0,79% cada.

Bolsas de Nova York

A decisão dos EUA de comprar 100 milhões de doses da vacina para a covid-19 melhorou o ânimo de Nova York, que vinha operando sem sentido único pela manhã. Em resposta, Dow Jones subiu 0,62%, o S&P 500 avançou 0,57% e o Nasdaq registrou alta de 0,24%. Segundo a FactSet, o Dow Jones fechou acima da marca de 27 mil pontos pela primeira vez desde 9 de junho.

Petróleo

Além das tensões EUA-China, o mercado de petróleo fechou em leve baixa, de olho no mais recente relatório do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que informou um aumento de 4,892 milhões de barris no estoque dos Estados Unidos na última semana, o que contrariou a previsão de queda de 1 milhão de barris dos analistas.

Em resposta, o WTI para setembro, referência no mercado americano, fechou em baixa de 0,05%, a US$ 41,90 o barril, enquanto o Brent para o mesmo mês, referência no mercado europeu, recuou 0,07%, a US$ 44,29 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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