Aly Song/Reuters
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Bolsas da Ásia fecham em queda, mas Europa e Nova York sobem com medidas de incentivo

Investidores acompanham tensos o avanço do coronavírus e a tensão entre EUA e União Europeia, que ganhou um novo capítulo após ameaças de Trump

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2020 | 07h00
Atualizado 25 de junho de 2020 | 18h29

As Bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em baixa significativa nesta quinta-feira, 25, reagindo a uma série de fatores negativos, que incluem o avanço do coronavírus em alguns países e projeções econômicas pessimistas do Fundo Monetário Internacional (FMI)No entanto, medidas que favorecem o setor bancário, fortaleceram os mercados da Europa e Nova York, apesar do recente aumento das tensões entre Estados UnidosUnião Europeia

Nas últimas semanas, investidores vêm acompanhando a disseminação da covid-19 nos EUA, que voltou a ganhar força em meio à reabertura da economia local. Além disso, o governo americano ameaçou impor tarifas adicionais a US$ 3,1 bilhões em exportações da União Europeia e do Reino Unido, como parte de uma longa disputa entre Washington e Bruxelas por causa de subsídios concedidos para a fabricação de aviões.

Para completar o quadro negativo, o FMI reduziu sua previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) global em 2020, de contração de 3% para um tombo de 4,9%, como resultado da crise do coronavírus.

Bolsas da Ásia

O índice acionário japonês Nikkei caiu 1,22% em Tóquio, a 22.259,79 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi sofreu queda mais expressiva em Seul, de 2,27%, a 2.112,37 pontos. Os mercados da China, Hong Kong e Taiwan não operaram devido a feriados. 

Na Oceania, a Bolsa australiana foi pressionada pelos mesmos fatores desfavoráveis, e o S&P/ASX 200 caiu 2,48% em Sydney, a 5.817,70 pontos, registrando seu pior desempenho em duas semanas.

Bolsas da Europa 

Apesar da escalada das tensões com Washington, os mercados europeus fecharam em leve alta, após o Banco Central Europeu (BCE) anunciar um programa de recompra para aumentar a liquidez do euro em bancos centrais fora do bloco econômico. Com isso, as Bolsas de Londres e Frankfurt subiram 0,38% e 0,69% cada, enquanto a Paris avançou 0,97%. Já Milão, Madri Lisboa tiveram ganhos de 0,37%, 1,04% e 0,04%, respectivamente.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, as Bolsas aceleraram no final do pregão e conseguiram terminar a quinta-feira com ganhos consistentes. Nasdaq S&P 500 encerraram com alta de 1,09%, enquanto o Dow Jones avançou 1,17%. Por lá, o cenário melhorou após os EUA mudar o funcionamento da Regra de Volcker, medida de proteção criada depois da crise de 2008, que bloqueava dezenas de bilhões de dólares dos bancos. Com a alteração, mais dinheiro passará a circular nas instituições financeiras.

Petróleo 

Apesar do cenário tenso, o petróleo conseguiu encontrar um espaço para ganhos na sessão desta quinta, apesar de ainda permanecer atento ao aumento de casos do novo coronavírus nos Estados Unidos. Por lá, o Estado do Texas precisou cancelar o processo de reabertura, após o número de infectados pelo vírus crescer. 

Com isso, o barril do WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou em alta de 1,87%, a US$ 38,72. Já o Brent para o mesmo mês, referência no mercado europeu, avançou 1,84%, a US$ 41,05 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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