Kazuhiro Nogi/AFP
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Mercados internacionais fecham sem sentido único, com avanço de covid-19 no radar

OMS relatou maior número de novos casos de covid-19 em 24 horas; foram 183 mil novos infectados, sob liderança de Brasil e EUA

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2020 | 07h00
Atualizado 22 de junho de 2020 | 18h54

Os mercados internacionais fecharam sem sentido único nesta segunda-feira, 22, reagindo aos últimos desdobramentos da pandemia de coronavírus, que atingiu recorde diário de novos casos. Com isso, as Bolsas da Ásia e da Europa encerraram em queda, mas o mercado acionário de Nova York fechou com alta.

No domingo, 21, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou o maior número de novos casos de covid-19 em 24 horas. Foram 183 mil novos infectados, sob liderança de Brasil (54.771) e Estados Unidos (36.617). Nos EUA, particularmente, o coronavírus voltou a ganhar força em meio ao processo de reversão de medidas de isolamento motivadas pela pandemia.

Além disso, a Coreia do Sul confirmou para a Organização Mundial da Saúde (OMS) que está enfrentando uma segunda onda de coronavírus. As autoridades sul-coreanas identificaram vários surtos da doença em pessoas que frequentaram boates na capital, Seul. Ao todo, foram registrados 17 novos casos nas últimas 24 horas, incluindo pessoas que estiveram em fábricas e grandes escritórios

A China também está no radar após a ocorrência de um recente surto em sua capital, Pequim, que, no entanto, já estaria sob controle. O PBoC, como é conhecido o BC chinês, decidiu manter inalteradas suas taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazos. Pelo segundo mês consecutivo, a chamada LPR de um ano permaneceu em 3,85% e a LPR para empréstimos de cinco anos ou mais longos ficou em 4,65%. 

Bolsas da Ásia e Pacífico 

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,18% em Tóquio, a 22.437,27 pontos, pressionado por ações dos setores ferroviário e aéreo, enquanto o chinês Xangai Composto teve ligeira perda de 0,08%, a 2.965,27 pontos, o Hang Seng se desvalorizou 0,54% em Hong Kong, a 24.511,34 pontos, e o sul-coreano Kospi recuou 0,68% em Seul, a 2.126,73 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Shenzhen Composto - índice chinês formado por empresas com menor capitalização de mercado - subiu 0,29%, a 1.936,65, e o Taiex avançou 0,20% em Taiwan, a 11.572,93 pontos. Na Oceania, a Bolsa australiana encerrou os negócios desta segunda-feira praticamente estável, após um pregão volátil. O S&P/ASX teve ganho marginal de 0,03% em Sydney, a 5.944,50 pontos, sustentado pelo desempenho positivo de grandes bancos e mineradoras.

Bolsas da Europa 

Por lá, as notícias não foram tão positivas. Segundo o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos,  a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro neste ano é de contração de 8,7%, seguida de crescimento de 5,2% em 2021. "No final de 2022, o PIB da zona do euro será 4% menor do que o projetado em março de 2020", ressaltou. Com isso, o Stoxx 600 encerrou o dia em baixa de 0,76%.

Com previsões negativas e de olho no coronavírus, as Bolsas da Europa tiveram queda generalizada. Londres recuou 0,76%, enquanto Frankfurt teve queda de 0,55%. A Bolsa de Milão cedeu 0,71%, Paris caiu 0,62% e Lisboa teve baixa de 1,06%. A Bolsa de Madri também recuou 0,92% nesta segunda.

Bolsas de Nova York

Nos Estados Unidos, a atenção também se volta para o aumento de casos da covid-19, principalmente em Estados que estão em meio ao processo de reabertura. Por lá, porém, acalmou o investidor o anúncio de Donald Trump de que um novo projeto de estímulos será anunciado nas próximas semanas. O presidente, contudo, não deu detalhes sobre.

Com isso, o mau humor das Bolsas da Ásia e da Europa não pesou nas Bolsas de Nova York, que tiveram alta generalizada. O Dow Jones fechou em alta de 0,59% e o S&P 500 subiu 0,65%. Já o Nasdaq teve ganho de 1,11% e fechou aos 10.056,47 pontos, um novo recorde para um fechamento.

Petróleo

Pela primeira vez desde março, a commodity fechou acima de US$ 40, tanto em Nova York quanto na Europa. Nesta segunda, nem mesmo o temor frente aos novos casos de coronavírus pesaram no mercado de petróleo, que fechou no positivo ainda influenciado pelo processo de reabertura das economias no exterior.

O petróleo WTI para agosto, referência no mercado americano, fechou em alta de 2,26%, a US$ 40,73. Já o contrato para julho do WTI, que venceu hoje, fechou em alta de 1,79%, a US$ 40,46 o barril. Em outro continente, o Brent para agosto, referência no mercado europeu, subiu 2,11%, a US$ 43,08 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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