Mercados: ligeira recuperação

O petróleo voltou a comandar as oscilações nos mercados financeiros no mundo inteiro. Após as tensões de ontem, o dia hoje foi de ligeira recuperação nos mercados. O presidente da Organização dos Países Produtores de Petróleo, Ali Rodriguez, anunciou que é possível um aumento da produção mundial antes mesmo da reunião dos presidentes dos países-membros da Opep, em Caracas, dias 28 e 29. O governo da Arábia Saudita também divulgou que poderá elevar a sua produção. O barril do tipo Brent para entrega em novembro fechou o dia negociado a US$ 33,63, com queda de 0,83%. As apreensões com o petróleo foram agravadas pelo Fundo Monetário Internacional, que alertou os Estados Unidos de que não há sinais claros de desaceleração da sua economia. O Fundo teme que se esteja criando uma forte pressão de consumo sem que haja uma contrapartida de expansão da produção pelas empresas. Essa combinação, se verdadeira, poderá gerar inflação e uma recessão mais à frente. Segundo o FMI, os dados sobre a economia norte-americana são contraditórios e a balança comercial do País está muito deficitária, em parte devido à alta do petróleo, em parte devido à valorização do dólar em relação a outras moedas, em especial, ao euro. Aliás, o Fundo alertou o Banco Central Europeu que o euro está perigosamente desvalorizado, o que pode gerar déficits comerciais nos EUA, já que as importações de produtos europeus ficam muito baratos. A desconfiança em relação à moeda européia também está levando investidores a fugir dos mercados europeus e aplicar em ativos nos Estados Unidos, estimulando a sua valorização excessiva. Mercados ensaiam recuperação, mas continuam apreensivos Nos resultados dos fechamentos de hoje, os quais indicaram uma ligeira recuperação, pesaram o pessimismo, talvez exagerado, de ontem e a pequena queda nos preços do petróleo. A Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo - fechou em alta de 1,73%, estimulada pela Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -, que fechou em alta de 3,73%. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,18%, menor que a queda de ontem. O governo anunciou o sucesso da operação de lançamento de títulos na Europa no valor de 500 milhões de euros, o que passou praticamente desapercebido pelos mercados, dadas as tensões em relação ao preço do petróleo. Mesmo assim, os juros também indicaram pequena recuperação, caindo um pouco. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,350% ao ano, frente a 17,470% ao ano ontem. O mesmo ocorreu com o câmbio. O dólar fechou em R$ 1,8520, com queda de 0,38%. Copom decide sobre valor da Selic amanhã Amanhã sai o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o patamar referencial da taxa de juros básica da economia, a Selic. Existe uma unanimidade entre os operadores de que a taxa permanecerá inalterada em 16,5% ao ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.