Mercados mais calmos essa semana

Os mercados financeiros tiveram um dia mais tranqüilo ontem, principalmente por conta de uma redução da tensão nos fatores externos que tumultuaram a semana passada. Ainda assim, esse alívio pode ser apenas temporário, pois não há ainda solução definitiva para alguns pontos importantes que preocupam os mercados.Os preços do petróleo finalmente podem começar a cair, pois a Organização dos Países Exportadores de Petróleo decidiu aumentar a produção em 500 mil barris diários desde segunda-feira. Mas os conflitos no Oriente Médio entre palestinos e Israel prosseguem, assim como o risco de que a situação contamine outros países produtores da região. Mesmo que isso seja improvável, os investidores continuam atentos.Por outro lado, a situação na Argentina está mais calma desde que o governo anunciou que conseguiu financiar todo o déficit nas suas contas para o ano com um grupo de bancos nacionais e estrangeiros. Ontem, o chefe da Assessoria Econômica do Ministério da Economia da Argentina, Guillermo Rozenwurcel, afirmou que "há sinais importantes de que o tratamento do Orçamento no Congresso será rápido". A Bolsa de Nova York vem registrando fortes altas consecutivas há duas semanas, mesmo que a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - esteja oscilando sem indicar tendência clara de alta ou baixa. Mercados brasileiros em recuperaçãoCom isso, os mercados brasileiros estão em recuperação dos picos da semana passada. O dólar vem caindo, apesar de que alguns analistas acreditem que as cotações da moeda norte-americana não devam se afastar muito mais do patamar de R$ 1,90. Os juros também estão em queda, aproximando-se novamente da Selic, a taxa básica referencial da economia, a Selic. E a Bolsa só fechou em leve queda ontem por um forte movimento especulativo nos últimos 45 minutos do pregão. Ela já alcançou o mesmo patamar do dia 17 de outubro. Desde o dia 25, quando voltou a registrar altas, a Bolsa já acumula valorização de 8,8%. A dúvida é se essa valorização reflete o bom cenário da economia e é apenas o início de uma nova tendência de crescimento ou apenas uma tomada de fôlego depois dos sustos da semana passada.

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