Mercados mais calmos, mas dólar dispara

Os mercados superaram o pânico de ontem, quando negociavam durante os ataques terroristas a alvos nos Estados Unidos. Assim como na Europa, houve recuperação parcial das fortes quedas de ontem no mercado de ações. Mas os investidores continuaram buscando aplicações mais seguras, dado o novo quadro de instabilidade, e o dólar disparou, chegando a ser negociado no final do dia a R$ 2,6920 - a cotação mais alta desde a implementação do real.Sem a referência dos mercados norte-americanos, que seguem fechados, e sem saber qual será a retaliação dos Estados Unidos - e mesmo a quem -, é muito difícil avaliar a situação. Ainda podem haver muitas oscilações nas cotações, especialmente no curto prazo, mas é cedo para traçar tendências. Analistas afirmam que, além de observar as ações do governo dos EUA, cabe acompanhar algumas variáveis econômicas com atenção redobrada. Uma das principais parece ser o índice de confiança do consumidor. Se ele começar a cair, a economia, que já está em forte desaceleração, pode entrar em processo recessivo. Além disso, são relevantes os fluxos de recursos para aplicações tradicionalmente mais seguras, como títulos do governo norte-americano, ouro e investimentos na Suíça. Havendo uma fuga muito pronunciada de mercados emergentes, como o Brasil, ou das bolsas, o pessimismo dos mercados pode aumentar. E, como em todas as questões envolvendo o Oriente Médio, o preço do petróleo volta ao centro das atenções.Em Londres, os contratos de petróleo cru do tipo Brent com vencimento em outubro caíram para US$ 28,02 por barril, aproximando-se do patamar entre US$ 26 e US$ 27 que predominava antes dos ataques. Analistas apontam que o alvo das retaliações norte-americanas será determinante para determinar a tendência dos preços. A percepção geral é que ações no Afeganistão afetariam menos os mercados, já que esse país está praticamente isolado no mundo está distante dos centros produtores de petróleo.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,6920, com alta de 1,20%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 23,650% ao ano, frente a 23,750% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 2,64%.Os mercados não funcionaram hoje nos Estados Unidos e na Argentina. Amanhã as bolsas de Chicago abrem, mas os mercados sediados em Nova York, como a Nasdaq e a Bolsa de Valores de Nova York, permanecem fechados, mesmo porque o sul de Manhattan, onde ficam as principais instituições financeiras e o prédio da bolsa, permanece inacessível ao público. Cogita-se que os mercados voltem a funcionar na sexta-feira. Ainda não se sabe se a Bolsa de Buenos Aires abrirá.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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