Mercados: mais um dia pessimista

Hoje, as oscilações da Nasdaq- bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - e o arrefecimento dos conflitos no Oriente Médio, apesar do cessar-fogo acordado no Egito, trouxeram quedas e instabilidade à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Várias empresas norte-americanas anunciaram seus balanços semestrais, indicando perdas devido à desaceleração da economia dos EUA. Com isso, reinou a instabilidade. A Nasdaq chegou a cair 5,84% pela manhã fechou em queda de 1,32%. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,14%. A Bovespa seguiu a tendência, fechando em queda de 3,03%. As declarações de ontem de um ministro iraniano de que o petróleo deve ser usado como arma política contra Israel e o ocidente no contexto dos conflitos entre palestinos e forças armadas israelenses mantém os mercados tensos. Principalmente porque o cessar-fogo acordado no Egito ontem ainda não trouxe resultados e as confrontações prosseguem. Os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em dezembro fecharam praticamente estáveis em queda de 0,03% em Londres, a US$ 31,10 por barril.Selic é mantida e IGP-M confirma inflação decrescenteInternamente, o Comitê de Política Monetária manteve a Selic, a taxa básica referencial de juros, em 16,5% ao ano, conforme o esperado unanimemente pelo mercado. Também foi divulgado, há pouco, a segunda prévia do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), de 0,30%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), um dos que compõem o cálculo do IGP-M, ficou muito baixo, em 0,05%. Veja mais informações sobre esses dois anúncios no link abaixo. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,260% ao ano, frente a 17,170% ao ano ontem. Dólar atingiu R$ 1,8820 na máxima do diaO dólar fechou em R$ 1,8750, com alta de 0,16%, puxado principalmente pelas variações no petróleo. Além disso, têm havido uma alta temporária das importações devido às compras de natal, ao aumento nos preços do petróleo e ao crescimento econômico, que leva as empresas a aumentarem as importações de máquinas e equipamentos para expandir a produção. De qualquer maneira, a maioria dos bancos projeta uma cotação próxima a R$ 1,90 para o final de 2000.

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