Mercados mantêm atenção com cenário político

O cenário político continua em destaque nos mercados. Novas pesquisas com intenções de voto - Ibope e Datafolha - foram divulgadas ontem à noite, após o fechamento dos negócios. Os resultados confirmaram a pesquisa anterior, encomendada pelo PFL. Os números mostraram um crescimento surpreendente do presidenciável do PSDB, José Serra, que passou a ocupar o segundo lugar na preferência do eleitor. Já Roseana Sarney, pré-candidata do PFL, perdeu votos e caiu para terceira posição. O pré-candidato do PT, Luís Inácio Lula da Silva, se mantém na liderança.A expectativa agora fica por conta de um provável contra-ataque dos pefelistas, que não aceitam a candidatura José Serra, especialmente depois da ação da Polícia Federal à empresa Lunus, de propriedade da governadora do Maranhão e seu marido Jorge Murad. A maioria dos analistas aposta que Serra não deve escapar ileso, principalmente depois desse crescimento vertiginoso nas pesquisas, o que aumenta a sua exposição.Às 14h46, o dólar comercial está cotado a R$ 2,3490 na ponta de venda dos negócios, em alta de 0,77% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em outubro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam juros de 17,920% ao ano frente a 17,950% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em alta de 0,17%. O volume de negócios foi de R$ 373 milhões.A crise política também provocou um adiamento da votação da emenda que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até dezembro de 2004. Durante a manhã, o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, reafirmou que o partido vai votar favoravelmente à prorrogação da CPMF no segundo turno, mas fez suspense sobre a posição do partido no Senado.Por enquanto, os investidores estão tranqüilos em relação ao atraso na votação. Mas, o assunto pode voltar a preocupar caso esse adiamento se prolongue muito. Além dos aspecto político, há a queda na arrecadação. A cada semana, o custo é de R$ 400 milhões. Há informações na imprensa hoje revelando que o governo já pensa na possibilidade de elevar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compensar esta perda.Inflação e expectativa para taxas de jurosO Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) referente à primeira quadrissemana de março ficou em 0,29%, contra 0,26% registrado em fevereiro. Por conta dessa parcial do IPC e do inesperado reajuste de 9,39% da gasolina nas refinarias - que pode resultar em aumento de pelo menos 8,5% nas bomba -, a Fipe reviu suas previsões para o Índice neste mês, de 0,10% para 0,30%, e para o ano, de 4% para 4,5%.A inflação, por enquanto, não altera a perspectiva do mercado para o rumo dos juros. As previsões para a inflação não ameaçam o cumprimento da meta - principal objetivo da política monetária -, especialmente porque o Banco Central (BC) já admitiu que seu objetivo é ficar dentro do intervalo permitido para a meta - de 3,5%, com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. Anteriormente, o que se acreditava era que o BC tinha por objetivo atingir o centro da meta. Assim, o mercado segue apostando em corte da Selic, a taxa básica de juros da economia, na próxima semana.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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