Mercados mantêm cautela atentos ao exterior

O comportamento positivo dos mercados argentinos não foi suficiente para manter o dólar em baixa nesta manhã. A moeda americana interrompeu a trajetória de queda dos últimos dois dias e encerrou a manhã desta quarta em alta de 0,26%, cotada a R$ 2,7220. Às 15h15, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 2,7260, com alta de 0,41% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,01%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 22,970% ao ano, frente a 22,960% ao ano ontem.Na Argentina, as eleições não trouxeram surpresas desagradáveis no domingo e, agora, o mercado aguarda o pacote econômico que deve ser divulgado até o fim desta semana. O presidente argentino Fernando De la Rúa voltou hoje da Espanha, onde estão bancos com grandes interesses no mercado argentino, e tem reuniões com seus assessores. Governadores de províncias também têm se envolvido em negociações para alinhavar o conjunto de medidas, que devem incluir um alívio tributário e novos cortes de gastos. No mercado, ainda há dúvidas sobre se o pacote argentino realmente trará medidas expressivas, que mudem as perspectivas em relação ao país, ou se trará apenas novas soluções paliativas, capazes de amenizar o problema no curto prazo. A taxa de risco do país recuou para um nível próximo de 1.700 pontos. Ainda é uma taxa elevadíssima, mas reflete algum alívio perto do pico de 1.900 pontos atingido nos piores dias da semana passada.No Brasil, as atenções estão centradas no término da reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) para definição da Selic, a taxa básica de juros da economia, e a expectativa é de que fique mantida em 19% ao ano.

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