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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados mantêm cautela frente a incertezas

Enquanto o governo argentino não divulga um pacote econômico para fazer frente às novas dificuldades que o país enfrenta e a guerra permanece indefinida nesses primeiros dias, os investidores mantêm-se cautelosos. Hoje o risco país da Argentina voltou a subir, chegando a 1896 pontos (mais a respeito no link abaixo). O nervosismo que cerca a crise foi reforçado pelo rebaixamento do rating (nota que classifica o risco) dos títulos de longo prazo pela agência de avaliação de risco Standard and Poor´s.O presidente Fernando de la Rúa e o ministro da Economia, Domingo Cavallo, estão em Brasília em negociações com a cúpula do governo brasileiro e anunciaram a discussão de mecanismos de salvaguarda a setores nos dois países. Essa medida evitaria um aprofundamento dos conflitos entre os principais sócios do Mercosul, especialmente em função da forte desvalorização do real em relação ao peso, que tem paridade com o dólar. As negociações devem estar concluídas em duas semanas. Também foi anunciada a intenção de se adotar uma moeda comum do bloco regional no futuro.Os mercados não reagiram aos anúncios, mesmo porque o primeiro ainda é vago e o segundo, improvável na atual conjuntura. De qualquer maneira, a presença do alto escalão do governo argentino no Brasil suscitou suspeitas nos mercados portenhos de que Cavallo e De la Rúa estariam antecipando medidas drásticas. Logo ressurgiram os boatos de dolarização, desvalorização e calote da dívida. Em Buenos Aires, o vice-Ministro da Economia, Daniel Marx, começou negociações para a troca de títulos em poder dos bancos e da AFJP (Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Pensão) por novos papéis a juros mais baixos e dando a arrecadação de impostos como garantia. Com isso, o governo pretende economizar US$ 2,7 bilhões no ano que vem, quantia que seria repassada ao consumidor como desconto no IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Ele também discute a renegociação das dívidas das províncias. Incertezas da guerra também pesamAinda é cedo para avaliar os resultados da guerra dos Estados Unidos no Afeganistão, mas por enquanto, o conflito está sob controle e restrito ao isolado país da Ásia Central. Mas a ameaça de retaliação terrorista está sendo levada muito a sério pelos norte-americanos. Se o conflito se arrastar por muitos meses ou se alastrar para outros países, os investidores podem passar de cautelosos a pessimistas. E o próprio presidente George W. Bush já anunciou que a campanha militar deve ser longa e pode não ficar confinada ao Afeganistão.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,7820, com alta de 0,40%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 24,290% ao ano, frente a 24,490% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,88%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 0,63%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,17%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 2,23%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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