Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados mantêm clima de cautela

O mercado financeiro começa o dia refletindo a opinião dos investidores em relação ao anúncio do resultado final da operação de troca (swap) de títulos da dívida argentina de curto prazo por papéis com vencimento mais longo, feito ontem à noite. Com ofertas de US$ 33,300 bilhões, o governo argentino fechou o swap em um volume de US$ 29,477 bilhões. De acordo com cálculos da equipe econômica, a operação significa uma redução de US$ 7,821 bilhões na necessidade de financiamento para o próximo ano e de US$ 16,039 bilhões de hoje até 2005. Segundo analistas, o swap representa um alívio para as contas do país vizinho no curto prazo, mas sem um plano eficiente e rápido que coloque o país novamente na rota de crescimento, a instabilidade econômica argentina pode voltar a afetar os mercados financeiros no médio prazo. Isso porque, para fechar a operação de swap, a Argentina pagou taxas de juro muito elevadas. Para os investidores, isso significa risco para o país, já que, sem crescimento econômico, a Argentina não conseguirá honrar a dívida que assumiu no prazo mais longo. Portanto, o problema Argentina sai do foco de atenção dos investidores agora, mas a questão não foi afastada totalmente.No início dos negócios nessa manhã, o dólar comercial abriu em queda e há pouco estava cotado a R$ 2,3630 na ponta de venda dos negócios - baixa de 0,80% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,90%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 22,050% ao ano, frente a 22,570% ao ano registrados na sexta-feira.Crise de energiaApesar do quadro melhor para o mercado financeiro no início dessa manhã, os investidores continuam atentos ao problema de falta de energia no País. As conseqüências para o problema ainda não são totalmente conhecidas, o que deixa os investidores inseguros em relação aos possíveis impactos na economia do País.Em função da crise de energia, os analistas não acreditam em um recuo mais forte nas cotações, apesar da finalização do swap argentino. Em relação aos juros, eles também não acreditam em uma redução nas taxas negociadas pelos investidores, principalmente diante da possibilidade de alta para a taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 19 e 20 de junho.A alta da moeda norte-americana, que está em 21,88% no acumulado do ano até sexta-feira, provoca uma pressão de alta nos índices de inflação, por conta de uma elevação dos preços dos produtos e insumos importados e também dos produtos exportáveis. Para tentar amenizar a alta do dólar e também do consumo, a política monetária de elevação dos juros vem sendo usada pelo Banco Central (BC) desde março. Nas últimas três reuniões, o Copom fez elevações de 0,5 ponto porcentual na taxa Selic em cada um dos eventos. Com isso, a Selic passou de 15,25% ao ano em fevereiro para 16,75% ao ano na reunião de maio. InvestimentosNa Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o racionamento de energia também provoca seus estragos. A produção de todas as empresas, em alguma escala, é prejudicada pela escassez de um produto essencial para o processo produtivo. Para alguns setores, o impacto é menor - como bancos e companhias do setor de telefonia celular. Mas, em alguns segmentos, como o siderúrgico, a falta de energia pode provocar forte impacto nos resultados das empresas. Veja mais informações sobre esse cenário nos links abaixo. Não deixe de ver também no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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