Mercados mantêm foco no cenário externo

Os investidores mantêm as atenções voltadas para o cenário externo, mais especificamente Estados Unidos, Turquia e Argentina. A economia norte-americana mostrou nessa semana que o risco de pressão inflacionária ainda não foi afastado, assim como os riscos de uma recessão, em função de um desaquecimento econômico acelerado. Diante disso, os investidores refazem suas expectativas em relação à tendência de juros nos EUA.Na Turquia, com a implantação de um regime cambial flutuante, os analistas consideram que a preocupação dos investidores com o país deve diminuir. Por outro lado, os problemas econômicos na Argentina voltaram a preocupar, pois podem ficar ainda piores devido à uma possível diminuição no ritmo do corte de juros norte-americanos. Vale lembrar que, em dezembro do ano passado, a Argentina fechou um pacote de ajuda externa ao país em R$ 39,7 bilhões. Logo após o anúncio, segundo apurou o correspondente da Agência Estado na Argentina, Vladimir Goitia, o governo argentino anunciou que a economia voltaria a crescer a partir de fevereiro. Essa expectativa não se confirmou e o governo espera que isso aconteça apenas em junho. A diminuição da queda dos juros nos EUA e a instabilidade em países emergentes, como a Turquia, podem deixar o cenário para a economia da Argentina ainda mais incerto.Ata do CopomNo Brasil, os negócios também começam com a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa básica de juros - Selic - em 15,25%. O documento deve dissipar, em parte, a preocupação dos analistas com a tendência para a inflação, já que afirma que a meta de 4% para esse ano deve ser cumprida, caso os juros fiquem no patamar atual. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a operar do lado positivo. Há pouco, estava em alta de 1,01%. O dólar comercial está cotado a R$ 2,0380 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,15% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,440% ao ano, frente a 16,490% ao ano registrados ontem.

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