Mercados mantêm-se apreensivos

As incertezas em relação ao ritmo da atividade econômica mundial depois dos ataques terroristas aos Estados Unidos deixam os investidores inseguros, já que não se sabe a dimensão da reação norte-americana. Para os países emergentes, com forte dependência de capital estrangeiro, o impacto econômico pode ser ainda mais profundo.De olho neste cenário, o governo está cada vez mais preocupado em incentivar as exportações - uma das formas para aumento de dólares no mercado interno. Para analistas de mercado, trata-se de uma decisão tardia, pois ocorre em um momento "impróprio", justamente quando a economia mundial está enfraquecida. Mesmo os últimos números da balança comercial não foram suficientes para melhorar a percepção dos investidores. Segundo eles, a melhora no resultado comercial do País é decorrente de uma queda das importações, o que significa redução do consumo interno e, conseqüentemente, ganhos menores para as empresas. Essa percepção do mercado de que o governo estaria ficando sem opções para enfrentar essa turbulência mundial foi reforçada pela Merrill Lynch, que rebaixou sua recomendação para as ações brasileiras para "underweight" e apontou os ativos mexicanos como a melhor opção na América Latina, segundo relatou a editora de internacional Cynthia Decloet. Para a Merrill Lynch, o Brasil parece encontrar-se em situação difícil, ao mesmo tempo que as autoridades monetárias e fiscais demonstram estar ficando sem opções. No começo desta semana, a Merrill havia revisado para baixo a projeção de crescimento da economia este ano de 1,5% para 0,7%, e de 2,9% para 0,9% em 2002. Apesar disso, há quem acredite em um cenário mais positivo (veja mais informações no link abaixo).Veja os números no mercado financeiroO dólar mantém-se em alta apesar da nova intervenção do governo, que anunciou nesta manhã o décimo leilão de NBC-E (títulos cambiais) em quatro dias úteis. Há pouco o dólar comercial estava cotado a R$ 2,7310 na ponta de venda dos negócios, com alta de 0,59% em relação aos últimos resgates de ontem. Os investidores estão apreensivos com a alta persistente da moeda norte-americana, principalmente, pelo impacto negativo que terá nas contas públicas do País. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que já vinha em uma tendência de queda desde junho, acentua cada vez mais a baixa. No acumulado do ano, o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - apresenta queda de 32,96%, até ontem. Hoje, até às 15h, o Ibovespa acumulava uma baixa de 2,45%. No mercado de juros, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 24,700% ao ano, frente a 24,520% ao ano ontem.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires opera em alta de 1,09%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - está em queda de 1,10%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra baixa de 2,10%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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