Mercados melhores mas atentos ao exterior

As incertezas no mercado financeiro continuam. Há pouco, foi divulgado o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana de 10 março. O resultado ficou inalterado em relação à semana anterior. A expectativa dos analistas era de uma redução de 10 mil pedidos. Os índices futuros das bolsas de Nova York começaram o dia em alta. Mas os analistas acreditam que esse resultado pode mudar, pois a apreensão dos investidores com o ritmo do desaquecimento do país continua e pode influenciar os negócios. Na próxima semana, o banco central dos EUA (FED) reúne-se para definir a taxa de juros no país, que está em 5,5% ao ano. Não há um consenso sobre qual será a decisão, já que amanhã sai o Índice de Preços ao Produtor (PPI) e o resultado deve influenciar a decisão do FED. De qualquer forma, os investidores aguardam uma redução. A alta de juros promovida pelo FED desde meados de 1999 provocou uma forte queda nos lucros das empresas. Uma das conseqüências disso foi uma queda no valor das ações dessas companhias, o que vem provocando fortes baixas nas bolsas. No cenário internacional, a situação econômica da Argentina e as contas públicas do Japão geram incertezas. Informações veiculadas na imprensa hoje revelam que o país vizinho deve rever sua meta de crescimento junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Definida em 2,5% para 2001, os analistas avaliam que o governo argentino pode alterar a meta para 1,5%. Abertura dos negócios no BrasilDiante das incertezas internacionais, o dólar continua sua tendência de alta hoje. Há pouco, estava cotado em R$ 2,0860 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,38%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 16,920% ao ano, frente a 16,880% ao ano registrados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,95%.

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