Mercados monitoram visita de executiva do FMI

Começa hoje, com um encontro com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, a visita da vice-diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anne Krueger, ao Brasil. A expectativa do mercado é que pequenos detalhes sobre a viagem de Krueger vazem e sinalizem no sentido de que o acordo de transição está mesmo em negociações avançadas. Até porque, se isso não ocorrer, as tensões do mercado externo podem, mais uma vez, contaminar o comportamento interno. Hoje o mercado vai absorver a concordata da WorldCom, o que não é exatamente uma novidade e, portanto, deve ter impacto limitado. Porém, há a divulgação de mais balanços, o que é fator de retração em momentos como o atual. No Brasil, expectativas em torno de resultados de novas pesquisas podem voltar a gerar rumores nas mesas de operações. O próximo instituto a divulgar resultados de consultas junto aos eleitores deve ser o Vox Populi, que pode apresentar seu último levantamento a partir de amanhã. Outro destaque fica por conta da divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta-feira, que deve explicar os motivos da surpreendente queda da Selic anunciada na última reunião.Também há a divulgação dos números da balança comercial referentes à terceira semana de julho. "O mercado continua sensível e mais predisposto a alta de cotações. Recuos só com novidades concretas, preferencialmente sobre o acordo de transição", arrisca um especialista. Às 10h09, o dólar comercial para venda estava sendo cotado a R$ 2,8800, em alta de 0,49% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 21,360% ao ano, frente a 21,120% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava queda de 0,32%.

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