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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados muito tensos com Argentina e apagões

Ontem o adiamento do leilão de privatização da Cesp Paraná fez o dólar voltar a disparar, registrando novo recorde. Agora, a cotação de fechamento mais alta da história é R$ 2,3410. É que se esperava uma entrada de cerca de US$ 800 milhões no mercado, mas a crise energética ameaçava o resultado financeiro do leilão e governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu pelo cancelamento. Ainda não se sabe quando a venda poderá ocorrer.Esse é o primeiro efeito concreto da crise energética, mas certamente não será o último. Faltam duas semanas para o início das restrições ao consumo de eletricidade e nem o governo conhece ainda os detalhes do plano de contenção. Com isso, consumidores, empresas e o próprio governo têm pouco tempo para minimizar o efeito dos cortes, agravando as suas conseqüências. Os investidores também ainda não têm dados para avaliar o impacto da crise na economia. Certamente haverá redução na produção, o que deve pressionar os preços e reduzir o crescimento econômico previsto para 2001. Mas é impossível calcular as perdas sem conhecer a gravidade da situação e as medidas para enfrentá-la. O resultado é muito pessimismo, que se reflete nas altas dos juros e do dólar e nas quedas da bolsa.Argentina continua no foco das tensõesTambém a situação econômica da Argentina continua preocupando muito. O país está há 34 meses em recessão, não consegue cumprir as metas fiscais e o câmbio fixo sobrevalorizado impede uma reação, pois compromete a competitividade dos produtos argentinos. Mas o governo precisará de recursos para financiar o rombo nas contas públicas no terceiro trimestre deste ano. Se até lá não convencer os investidores de que a situação está sob controle, teme-se uma moratória, o que traria conseqüências graves também para o Brasil.Ontem bancos estrangeiros e governo anunciaram que os detalhes da renegociação da dívida de curto prazo argentina devem sair até o final do mês. Mas o mercado ainda quer garantias para os empréstimos e um plano viável de recuperação da economia. Além disso, está descrente de que as metas firmadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) possam ser cumpridas. Ou seja, o que se fala agora é que, possivelmente, nem a reestruturação da dívida seja suficiente para conquistar a confiança dos investidores. Fed reduziu os jurosEm meio a tantas turbulências, o Fed - Banco Central norte-americano - reduziu a taxa de juro básico dos Estados Unidos de 4,5% para 4% ao ano, mantendo a tendência de baixa para o futuro. Mas a notícia teve pouco impacto nos mercados brasileiros. De qualquer forma, juros mais baixos nos EUA tornam investimentos no Brasil mais atraentes e indicam a disposição do Fed de impedir uma recessão. Mas também indicam que o próprio governo está preocupado com a demora da economia em retomar o crescimento.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

16 de maio de 2001 | 08h36

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