Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados não apresentam reação

Os indicadores divulgados hoje nos Estados Unidos não foram suficientes para direcionar os negócios no mercado financeiro. O resultado mais forte do que o esperado sobre as vendas do varejo nos EUA - cresceram 0,1%, quando o esperado era de uma queda de 0,3% - em dezembro, combinado com as preocupações sobre as pressões inflacionárias sugeridas pelo índice de preços ao produtor (PPI) reaqueceram o debate sobre a tendência de juros no país. Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera em queda de 0,38%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - opera em alta de 0,84%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 0,14%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,110% ao ano, frente a 16,100% ao ano ontem. O dólar comercial está cotado a R$ 1,9490 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,36% em relação aos últimos negócios de ontem.Juros nos EUA e BrasilEm junho de 1999, o banco central norte-americano (FED) começou a elevar as taxas de juros com o objetivo de desaquecer a economia e conter os índices de inflação. A taxa subiu de 4,75% ao ano para 6,5% ao ano, sendo que a última elevação aconteceu em maio do ano passado. No início de janeiro de 2001, o FED reverteu essa tendência e iniciou um processo de corte de juros, reduzindo em 0,5 ponto porcentual.O grande temor dos analistas é que o desaquecimento da economia dos Estados Unidos esteja acontecendo de forma muito rápida, o que pode provocar uma recessão no país e prejudicar o crescimento econômico em todo o mundo. Mesmo o início do processo de redução de juros no país só terá efeito no final desse ano e, por isso, não há nenhuma certeza sobre esse cenário.O FED volta a se reunir no dia 31 e é grande a expectativa de que o corte de juros seja mais agressivo. No Brasil, as taxas de juros serão reavaliadas na próxima semana, durante a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Analistas acreditam que a taxa básica de juros será reduzida, mas ainda não há um consenso de qual a amplitude desse corte.

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