Mercados: Nasdaq derruba Bovespa

Apesar do ânimo despertado pelas privatizações nos últimos dois dias, a Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo - voltou a cair significativamente. A queda de hoje foi de 2,55%, puxada pelas bolsas norte-americanas. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,20%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 3,20%. Os anúncios de resultados das empresas nos EUA vêm decepcionando as expectativas dos investidores. As empresas de alta tecnologia e Internet não tiveram os resultados prometidos, o dólar caro para os europeus esfriou o consumo de produtos norte-americanos e a economia dos Estados Unidos está crescendo a taxas mais baixas. Com isso, as ações das empresas perdem valor. Além disso, os preços do petróleo continuam altos. Hoje, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em novembro fecharam em alta de 0,21% em Londres, a US$ 30,10 por barril.No Brasil, as notícias continuam positivas. O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, anunciou que o IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Ampliado - de setembro deverá fechar abaixo de 0,45%. Segundo ele, a inflação caiu mais ainda que o previsto, garantindo o cumprimento das metas do governo. Com isso, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,010% ao ano, frente a 16,860% ao ano ontem. As privatizações também devem animar a Bolsa. Estão previstas para 17 de outubro, 20 de novembro e 6 de dezembro, respectivamente, os leilões do Banestado, Banespa e Cesp. E o mercado continua esperando a melhora da classificação do risco de investir no Brasil pela empresa de rating Moody´s.O dólar fechou em R$ 1,8560, com alta de 0,43%, em parte em função da alta do petróleo e em parte pela renúncia do vice-presidente da Argentina, o último desdobramento da crise política daquele país. Hoje, o efeito foi pequeno, mas resta saber como a crise argentina afetará os investimentos estrangeiros na América Latina, já que muitos investidores atrelam aplicações no Brasil, Argentina e México em suas carteiras.

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