Mercados: Nasdaq dispara e traz euforia

Outubro é mês de divulgação de balanços trimestrais das empresas norte-americanas. Esse ano, a desaceleração da economia dos EUA decepcionou os investidores no mercado acionário, pois o faturamento e os lucros, em geral, caíram. Cerca de ¾ das empresas já divulgaram seus balanços, trazendo muitas oscilações e perdas às bolsas em Nova York. Mas hoje foi diferente. Os balanços da Nokia e da Microsoft superaram as expectativas e levaram a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - a fechar em alta de 7,79%. Não se deve esquecer, porém, que a Nasdaq tem sofrido quedas desde 1º de setembro. O índice parece ter atingido o fundo do poço em 12 de outubro, mas as fortes oscilações dos últimos dias não permitem afirmar com clareza que se atingiu um ponto de recuperação. De qualquer forma, a queda acumulada desde o início de setembro é de 19,26%, mesmo considerando-se a alta de hoje. A alta foi ajudada pelos indicadores da economia dos Estados Unidos divulgados hoje. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,68%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu a tendência, fechando em alta de 2,95% e até o volume de negócios melhorou significativamente. A situação no Oriente Médio está lentamente refluindo, embora a tensão ainda seja grande e o cessar-fogo ainda não esteja nem implementado. Mesmo assim, os preços do produto caíram, mantendo-se, ainda, num patamar mais elevado que antes do início dos conflitos entre palestinos e forças armadas de Israel. Os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em dezembro fecharam em queda de 1,16% em Londres, a US$ 30,74 por barril. O dólar, que vinha reagindo diretamente às altas do petróleo, não obedeceu à regra hoje, mesmo com as altas das bolsas norte-americanas, que normalmente vem acompanhadas de quedas nas cotações do dólar. Fechou em R$ 1,8770, com alta de 0,11%. A isenção de CPMF para investimentos estrangeiros em bolsa, anunciada ontem, deve ter efeito apenas no longo prazo, e, ainda assim, pequeno, pois não é o simples desconto da CPMF que tornará as aplicações aqui mais baratas que em Nova York. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,280% ao ano, frente a 17,260% ao ano ontem.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.