Mercados: negócios registram instabilidade

O mercado financeiro começa o dia antecipando os fatos importantes marcados para a próxima semana. No dia 14, acontecem as eleições para as presidências da Câmara e do Senado. O temor dos analistas é de que o governo perca o apoio do PFL no Congresso e, com isso, a seqüência dos trabalhos das reformas ao longo desse ano pode ficar comprometidas. Também nesse dia, o Comitê de Política Monetária (Copom) reavaliará a taxa básica de juros - Selic - que está em 15,25% ao ano. A expectativa da maioria dos analistas é de que o Comitê promova um corte de 0,25 ponto porcentual ou mantenha a taxa no patamar atual. A incerteza em relação ao ritmo do desaquecimento da economia norte-americana, aliada a uma possível quebra da base governista no Congresso, pode interromper temporariamente a queda de juros no BrasilNo início da manhã, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava queda de 0,95%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,002% ao ano, frente a 15,900% ao ano registrados ontem. O dólar comercial está cotado a R$ 2,0060 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,25% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de câmbio, outro fator que tem impacto na alta das cotações da moeda norte-americana é o resultado negativo da balança comercial. Além disso, o anúncio do governo de que estaria entrando no mercado para comprar US$ 3 bilhões a fim de pagar dívidas externas também provocou um aumento da demanda por dólares, elevando a cotação da moeda.

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