Mercados nervosos com Japão e Argentina

Não faltam elementos no exterior para intranqüilizar os mercados. Hoje, o destaque foi para a grave situação dos bancos japoneses, que estão na raiz das dificuldades econômicas do país. O temor é que a crise no Japão possa prejudicar ainda mais o desempenho dos mercados mundiais, abalados com a desaceleração da economia norte-americana.No Brasil, pesa também a grave situação da Argentina. Hoje os mercados argentinos reagiram com pessimismo ao silêncio da nova equipe econômica em relação ao prometido pacote de austeridade fiscal. O ambiente geral é pessimista, mesmo porque as resistências políticas a novos cortes é muito grande. São tantos os fatores negativos, que até a crise política na base aliada perdeu destaque no noticiário. Mas as preocupações com as denúncias ainda perduram.O dia foi de muitas oscilações, e o dólar continua subindo. Hoje fechou em R$ 2,0780, com alta de 0,73%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 2,18%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 16,880% ao ano, frente a 16,690% ao ano ontem. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 3,08%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 2,12%.

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