Mercados no Brasil devem acompanhar NY

Hoje o mercado financeiro no Brasil deve ter um dia de correlação maior com os mercados norte-americanos. Diferentemente de ontem, quando as Bolsas em Nova York reabriram em baixa, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava alta. Os mercados no Brasil já tinham incorporado, em parte, a perspectiva negativa sobre as conseqüências do atentado terrorista aos Estados Unidos na economia mundial. Os analistas também esperavam uma reação mais negativa por parte dos investidores no mercado norte-americano. Esse impacto mais forte foi amenizado pela ação de empresas, que recompraram suas ações impedindo uma queda mais forte, e da decisão do Banco Central norte-amerinano (Fed), que reduziu os juros do país de 3,5% para 3,0% ao ano. Veja mais informações sobre o fechamento dos mercados ontem no link abaixo.Segundo analistas, os mercados devem permanecer em compasso de espera nos próximos dias, enquanto aguardam pela definição de qual será a reação militar dos Estados Unidos aos ataques terroristas. Este cenário será decisivo para os rumos da economia mundial, já que pode provocar um desaquecimento mais forte das atividades econômicas.A situação norte-americana terá forte influência nesta perspectiva. Ou seja, se o país entrar em recessão será muito difícil que outras nações consigam manter o ritmo de suas economias, já que os Estados Unidos importam grande parte da produção mundial e ainda direcionam investimentos diretos para outros países. No dia 25, será divulgado o índice de confiança do consumidor, que deve sinalizar o ritmo do consumo norte-americanos nos próximos meses. O risco, segundo os analistas, é de que os ataques terroristas e a perspectiva de um período de guerra retraia a intenção dos norte-americanos em consumir. Isso tornaria ainda mais provável um desaquecimento forte da economia dos Estados Unidos, com risco de recessão.Por outro lado, alguns analistas acreditam que a atividade econômica no país até poderia ser favorecida por um período de guerra. Isso porque o governo ampliaria seus investimentos em setores produtivos voltados para a guerra, além de gastos no segmento de construção civil, em função da reconstrução das áreas destruídas pelos atentados.Copom inicia reunião hojeNo Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) começa hoje sua reunião para reavaliar a taxa básica de juros, a Selic, que está em 19% ao ano. Os analistas ainda se dividem sobre qual deve ser a decisão do Comitê, que será anunciada amanhã, após o fechamento dos mercados.O presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo já antecipou que não há mais espaço para corte de juros neste ano. Também admitiu, pela primeira vez, que a inflação vai ultrapassar o limite de 6% em 2001 - patamar máximo dentro das metas de inflação para este ano. Mas Fraga acredita que, depois desta fase de incertezas maiores, a economia brasileira pode ser favorecida, caso o risco de recessão nos EUA seja afastado. Veja mais informações sobre as perspectivas para o resultado da reunião do Copom e a íntegra da entrevista do presidente do BC nos links abaixo.Veja os números do mercadoO dólar comercial para venda está cotado a R$ 2,6800, com alta de 0,45%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 23,698% ao ano, frente a 24,000% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em queda de 1,56%.Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - registra queda de 0,15%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - opera com alta de 0,66%. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires opera com alta de 0,17%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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