Mercados: o pessimismo voltou

O pessimismo tornou a ditar as oscilações do mercado financeiro hoje. O destaque foi a Argentina, que lançou um pacote para tentar aquecer a sua economia. Porém, as medidas, que incluem, entre outros, incentivos fiscais para as empresas que efetuarem contratações e sugestões de alterações nas tarifas do Mercosul, não animaram os mercados.Além disso, os conflitos estão se agravando no Oriente Médio e já são poucos os que acreditam numa retomada do processo de paz entre palestinos e Israel. Cada vez mais ouve-se falar em radicalização de ambas as partes e escalada militar. Com isso, o preço do petróleo voltou a subir. Os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em dezembro fecharam em alta de 0,47% em Londres, a US$ 32,09 por barril. O grande problema é que ambas as crises são de difícil solução, trazendo grande instabilidade a curto prazo,e podem ter efeitos importantes de longo prazo. No Brasil, foram divulgados os péssimos dados da balança comercial. O saldo de outubro já é o pior do ano, com déficit de US$ 437 milhões nas primeiras três semanas. O ministro do Desenvolvimento Alcides Tápias admitiu que o saldo comercial deve ficar em zero no ano. Por fim, a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -, que vinha acumulando altas nos últimos pregões, voltou a cair, mesmo que ligeiramente. a Nasdaq fechou em queda de 0,41% e o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,44%.Más notícias derrubam a bolsa e puxam dólar e jurosAs notícias do dia afetaram o dólar, que fechou em R$ 1,9010, com alta de 0,80%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 3,72%. E os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,550% ao ano, frente a 17,460% ao ano ontem.

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