Mercados operam cautelosos

Os mercados apresentaram bastante oscilação hoje. As bolsas norte-americanas fecharam mais cedo, em função do feriado de ontem de Dia de Ação de Graças, apresentando alta, apesar da continuidade da indefinição eleitoral, o que melhorou um pouco o humor dos investidores brasileiros à tarde. A perspectiva do leilão da Cesp também foi uma influência positiva. Além disso, como todos os candidatos à compra são estrangeiros, a privatização injetará dólares no país pelo menos no valor do preço mínimo, R$ 1,7 bilhões. Mas a Argentina voltou a preocupar.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,15%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,950% ao ano, frente a 18,200 % ao ano ontem. O dólar fechou em R$ 1,9590, com alta de 0,26%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,68%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 5,41%. Argentina enfrenta dificuldades para aprovar medidasMesmo tendo sido selado o acordo entre o governo federal e os governadores das províncias, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda exige que as outras medidas do pacote de ajuste fiscal sejam aprovadas para liberar o socorro financeiro ao país. O pacote inclui a reforma e posterior extinção da previdência social e aprovação do orçamento do ano que vem, com vários cortes. As medidas são extremamente impopulares, tendo motivado uma greve de 36 horas que paralisou o país. A sua aprovação no Congresso será difícil, pois a oposição controla o Senado. De qualquer forma, analistas duvidam que o FMI deixe de socorrer o país, mesmo que as condições não sejam completadas. Mas a cautela ainda predomina nos mercados brasileiros.

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