Mercados operam com mais tranqüilidade

Os negócios nos mercados financeiros nessa segunda-feira foram muito mais tranqüilos que nas semanas anteriores. A corrida ao dólar pelos investidores foi atenuada pelos leilões de quinta-feira e ontem de títulos cambiais. Muitos preferiram esses novos papéis, o que permitiu que as cotações da moeda estrangeira recuassem, embora ainda estejam num patamar mais elevado do que há um mês, acima de R$ 1,90.A outra notícia de ontem que deve trazer maior tranqüilidade aos investidores é o anúncio de que os países-membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) elevarão sua produção à meia noite, pelo horário local em seus países. A produção total do grupo sofrerá aumento de 500 mil barris diários. Segundo decisão da organização, quando a cesta de produtos dos países-membros da Opep fica abaixo de US$ 22 ou acima de US$ 28 o barril por 20 dias é acionado um gatilho regulador da produção com o objetivo de manter os preços dentro desses limites. A expectativa é de que o petróleo comece a ceder assim que a produção começar a chegar aos consumidores. Ainda assim, os mercados mantém-se atentos à reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) para decidir sobre a proposta do Iraque de alterar os recebimentos de suas exportações em euros ao invés de dólares. Caso a ONU rejeite a proposta, o Iraque poderá suspender suas exportações. Além disso, pesam nas negociações com o petróleo os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio entre palestinos e forças armadas de Israel. O temor é que o conflito se alastre, envolvendo outros países da região.Nas últimas semanas, o desempenho dos mercados no Brasil têm sido relativamente independente da Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York. Como a Bolsa de Nova York (Nyse) vem operando em altas expressivas desde o dia 18, a situação na Argentina está mais calma e o petróleo pode finalmente começar a cair, os investidores torcem para que esses movimentos tragam um impulso à bolsa paulista, mesmo porque os indicadores econômicos brasileiros, com exceção da balança comercial, são positivos.

Agencia Estado,

31 de outubro de 2000 | 08h15

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.