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Mercados operaram tranqüilos após ataques

O feriado na Argentina e o feriado parcial nos Estados Unidos fizeram com que o volume de negócios fosse baixo hoje nos mercados brasileiros. A reação aos ataques ao Afeganistão foi pessimista, mas moderada. De qualquer forma, o Banco Central (BC) aproveitou a baixa liqüidez para intervir no câmbio e realizou dois leilões durante a manhã. Os ataques já eram esperados, e, ao menos por enquanto, tudo corre conforme o previsto. Mas as próprias autoridades norte-americanas alertam que o conflito será de longa duração e pode envolver outros países. Em parte, as cotações dos mercados já refletem a expectativa que os investidores tinham de uma retaliação militar às ações terroristas de 11 de setembro. Mas analistas consideram que se a ofensiva durar mais de 60 dias ou assumir proporções muito maiores, a desaceleração da economia dos EUA pode se aprofundar e trazer mais pessimismo aos mercados.Frente às incertezas do cenário internacional e às dificuldades da Argentina, espera-se que o governo em Buenos Aires divulgue ainda hoje um novo pacote de medidas, incluindo cortes de despesas, rolagem de dívida, emissão de títulos para repasse de verbas em atraso aos governos das províncias, estímulo ao consumo e facilidades às empresas que queriam quitar suas dívidas com o fisco. Os resultados muito ruins da economia e da arrecadação de impostos deixaram os investidores nervosos, especialmente agora, quando o país está às vésperas das eleições legislativas (dia 14), que devem custar ao governo muitas cadeiras no Congresso.Hoje os presidentes e ministros da área econômica do Brasil e Argentina reuniram-se para discutir o Mercosul e as estratégias para enfrentar a crise. Não houve nenhum anúncio mais concreto, mas o presidente Fernando de la Rúa voltou a negar dolarização e desvalorização cambial. Na semana passada, os desmentidos foram diários e incluíram calote da dívida e saída do ministro da Economia, Domingo Cavallo. A perspectiva de recessão mundial, agravada pela guerra atual, pegou muitos de surpresa. Enquanto alguns agentes trabalhavam com a hipótese de recuperação rápida da economia norte-americana, outros preparavam-se para a recessão, mas sem prever as proporções que a situação tomou. Em particular, países emergentes com problemas nas contas externas, como Brasil e Argentina, estão enfrentando dificuldades.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,7710, com queda de 0,25%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 24,490% ao ano, frente a 24,450% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,01%.A Bolsa de Valores de Buenos Aires não funcionou em função do feriado. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,57%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em ligeira alta de 0,04%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

08 de outubro de 2001 | 17h38

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