Mercados oscilam com incertezas

O dia foi de retomada das incertezas nos mercados. O petróleo continua oscilando e comandando as variações nas cotações. Apesar do ligeiro recuo de ontem, hoje o produto voltou a subir. O tipo Brent fechou em Londres a US$ 33,74 por barril para entrega em novembro. As notícia do dia foi o anúncio pelo American Petroleum Institute de que os estoques de petróleo nos Estados Unidos voltaram a cair. Paralelamente, o secretário-geral da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), Rilwanu Likman, declarou que o cartel não tomará nenhuma medida para aumentar a produção dos países-membros até outubro. Com isso, o pessimismo voltou aos mercados, já instáveis. O euro, a moeda única da maioria dos países da União Européia voltou a cair, atingindo a cotação de US$ 0,8440, a mais baixa desde seu lançamento. O aumento no preço do petróleo e a alta do dólar em relação às demais moedas mundiais levou o déficit comercial norte-americano a subir para US$ 31,89 bilhões, trazendo incertezas aos mercados internacionais. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,94%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,82%. Seguindo a tendência dos mercados internacionais, a Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo - fechou em queda de 0,69%. E o dólar continua acompanhando as variações no preço do petróleo, fechando em R$ 1,8560, com alta de 0,22%. Copom não deve alterar Selic Ainda hoje, o Copom deve anunciar a revisão do valor da Selic, a taxa referencial de juros básicos da economia. As notícias sobre a inflação têm sido tranqüilizadoras. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas divulgou a segunda prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de setembro, que ficou em 0,74% e, ao final da tarde, a Fundação Getúlio Vargas divulgou a segunda prévia do IGP-M de setembro, que fechou em 0,93%. Mas há uma unanimidade no mercado que o bom cenário da economia brasileira está sendo afetado pelo pessimismo do exterior. Assim, a Selic não deve sofrer nenhuma alteração, mantendo-se em 16,5% ao ano com viés neutro, ou seja, só deve poder ser alterada novamente na próxima reunião, dias 18 e 19 de outubro. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,320% ao ano, frente a 17,350% ao ano ontem.

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