Mercados oscilaram em dia muito tenso

O desenrolar dos fatos na Argentina aumentou a tensão nos mercados brasileiros. É crescente o temor de uma moratória ou desvalorização cambial. O governo do Presidente Fernando de la Rúa amargou a saída de um dos partidos de sustentação da coalizão, o Frepaso, e articula a recomposição da maioria através de uma aliança com a Ação pela República, do ex-ministro da Economia, Domingo Cavallo. O mercado interpretou o movimento com pessimismo e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu, acompanhada de forte alta nos juros e no câmbio. O dólar fechou em R$ 2,1130, com queda de 0,84%. Ao longo do dia as cotações da moeda norte-americana oscilaram muito, atingindo a máxima de R$ 2,1770, motivando o Banco Central a intervir. No meio da tarde, o BC leiloou títulos cambiais e o dólar caiu. A Bovespa fechou em queda de 2,53%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros em 18,120% ao ano, frente a 17,800% ao ano sexta-feira. Nos Estados Unidos, a expectativa em relação à reunião de amanhã do FED - o banco central norte-americano - parou as bolsas. As previsões para o resultado do encontro são de uma queda na taxa básica de juros, atualmente em 5,5%, entre 0,50 e 0,75 ponto porcentual. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,38%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 3,23%.

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