Mercados: otimismo no médio prazo

Os últimos dias foram bastante agitados nos mercados financeiros, mas gradualmente o efeito da expectativa do leilão de privatização da Cesp Paraná e subseqüente cancelamento devem começar a se dissipar a partir de agora. No entanto, houve uma reversão de perspectivas importantes para os investidores com as declarações de terça-feira do presidente do FED - Federal Reserve Bank - o banco central norte-americano, Alan Greenspan, trazendo otimismo no médio prazo.Segundo os últimos anúncios do FED, a economia dos EUA já está desacelerando na medida desejada e, a partir de agora, deve-se cuidar para que a queda no crescimento da atividade econômica não seja excessiva e acabe levando o país a uma recessão. Com isso, o horizonte, mesmo que de médio prazo, passou a ser de redução das taxas de juros nos Estados Unidos, ao contrário do que vinha ocorrendo até então. O mercado comemora, e já espera uma redução a partir de março do ano que vem.A reação imediata das bolsas no mundo inteiro, em especial as de Nova York, foi de euforia, refletindo no Brasil também. O otimismo foi reforçado pelo desfecho da crise na Turquia, que afetava a credibilidade dos investidores em países emergentes, com o anúncio de um pacote de ajuda econômica do Fundo Monetário Internacional (FMI) de US$ 10 bilhões para o país. Outro fator de incerteza, a crise na Argentina, pode estar próximo de uma solução. O líder do partido Justicialista (peronista), de oposição, que detém a maioria do Senado, anunciou que a casa deve aprovar o orçamento ainda hoje, abrindo caminho para o anúncio do prometido pacote do FMI, estimado entre US$ 20 e 30 bilhões, no início da semana que vem.

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2000 | 08h28

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