Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados parados avaliam cenário

O dia foi de poucas novidades para os investidores. O fato mais marcante do dia, as denúncias de corrupção contra o presidente do Senado, Jader Barbalho, veiculadas hoje não afetaram os mercados. Na verdade, o momento é de avaliação do cenário, e, embora os negócios estejam parados, os investidores estão atentos, tentando perceber quaisquer mudanças nas tendências.Dada a maior estabilidade do cenário, membros da equipe econômica têm alardeado que as cotações do dólar estão excessivamente altas, e devem cair. O fato é que muitos investidores, na incerteza, passaram a aplicar em dólares ou papéis cambiais para proteger seus recursos. A dúvida é se chegou a hora de voltar a investir em real. Por enquanto, predomina a cautela, mas se a percepção de risco diminuir, pode haver uma recuperação das cotações. Tudo depende da avaliação dos investidores.Mesmo com as perspectivas de redução do crescimento, pressão inflacionária e queda no investimento direto estrangeiro em decorrência da crise energética, a situação é mais estável. Os preços dos ativos já refletem resultados piores do que o esperado inicialmente, e há quem diga que estejam em patamares excessivamente pessimistas, especialmente depois do fim da crise política e da reestruturação da dívida argentina.No exterior, é verdade que a situação argentina seja ainda muito complicada. A troca de títulos da dívida, encerrada há uma semana, garantiu um alívio no curto prazo, mas a taxas de juros elevadas. A economia do país agora deve retomar o crescimento, depois de uma longa depressão, para que se possa honrar as obrigações no longo prazo. Mas, embora as dificuldades persistam, ao menos no curto prazo está descartado um colapso econômico. Por outro lado, a desaceleração da economia norte-americana ainda não foi revertida, persistindo mais do que se esperava inicialmente.Fechamentos dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3590, com queda de 0,34%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,63%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 20,250% ao ano, frente a 20,500% ao ano ontem. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em alta de 0,09%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,03%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 2,16%. Veja mais ainda hoje o resumo da semana nos mercados e as perspectivas para a semana que vem. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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