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Mercados parados em semana curta

O feriado de Corpus Christi, na quinta-feira, abrevia a semana para os mercados, impondo um ritmo mais lento. A falta de notícias que abalem os mercados e as incertezas no longo prazo contribuem para um volume pequeno de negócios e poucas variações nas cotações. As preocupações dos investidores agora estão centradas no longo prazo. Apesar de uma maior estabilidade, as cotações não apresentam recuperação. O aspecto central ainda é a crise energética, mas o cenário externo prossegue indefinido, com a crise argentina e a desaceleração da economia norte-americana. E, crescentemente, os mercados estão mais sensíveis às eleições de 2002.Os efeitos negativos da escassez de energia ainda não podem ser estimados com precisão. A situação é inédita e poucos arriscam apostas mais otimistas antes de verificar o tamanho do problema e suas conseqüências. Espera-se que nos próximos meses, com os primeiros resultados do racionamento, seja possível avaliar o cenário. Até lá, predomina a cautela.Além disso, a crise teve uma conseqüência negativa imediata: iniciou a corrida presidencial para as eleições do ano que vem. O governo tentava evitar que os debates políticos tivessem caráter eleitoral tão prematuramente, mas foi inevitável. A queda de popularidade do Executivo federal devido ao racionamento abriu espaço para críticas e favoreceu a oposição num momento em que a recuperação da credibilidade do presidente da República, depois de muitos percalços no seu segundo mandato, era vital para conseguir eleger o sucessor. Para os investidores - brasileiros e estrangeiros - a ameaça de ruptura na política econômica é muito grave, e quanto mais concretas forem as chances da oposição, maior o nervosismo. A situação pode variar dependendo da postura que os candidatos assumirem, mas o certo é que os mercados querem garantias.Cenário externo não ajudaNo cenário externo, a principal expectativa é em relação às dificuldades econômicas argentinas. A operação de troca de títulos com vencimento de curto prazo foi abrangente, aliviando o caixa do governo nos próximos anos, mas a taxas de juros elevadas. Agora resta esperar alguns meses para que se possa avaliar se a economia reage na medida necessária para que o governo tenha condições de arcar com os compromissos externos - presentes e futuros. Se a reação não ocorrer no tamanho ou no tempo desejado, a reação negativa é certa. A desaceleração da economia norte-americana persiste. Esperava-se uma recuperação mais rápida, o que poderia trazer algum alívio no câmbio e na Bolsa. Mas ainda não há sinais disso.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

12 de junho de 2001 | 08h37

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