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Mercados: perspectivas para a próxima semana

A situação da Argentina continuará no centro da instabilidade no mercado financeiro na próxima semana. As perspectivas para a economia do país vizinho são cada vez mais incertas diante da falta de medidas concretas para a retomada do crescimento econômico. A Argentina está em recessão há 34 meses e, além disso, há um forte desequilíbrio nas contas fiscais do país.Há algumas semanas foi anunciada uma megatroca de papéis da dívida argentina de curto prazo por títulos com vencimento mais longo. Porém, as condições para a troca - prazo, taxas e volume da operação - ainda não são conhecidas e a demora na definição vem deixando os investidores apreensivos. A semana termina sob forte influência de rumores de que a operação deve ficar em volume abaixo do esperado pelos analistas - de US$ 20 bilhões. Também há a suspeita de que o número de bancos envolvidos na troca seja menor do que o esperado.No final dessa sexta-feira, o ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, confirmou novamente a operação de troca dos papéis. Apesar disso, as perspectivas negativas devem continuar alimentando o pessimismo no mercado financeiro na próxima semana, já que não há, de fato, nenhum fato concreto.Crise de energia no BrasilVem ganhando proporções cada vez maiores a crise de energia no Brasil. Fala-se em um corte na oferta de energia em torno de 20%, a partir de 1º de junho. Mas isso ainda não está confirmado. Também não se sabe durante quanto tempo a oferta de energia será limitada e em que medida afetará o desempenho da economia. A produção das empresas ficará menor, as exportações serão reduzidas, o crescimento econômico do País será menor, a oferta de emprego também será prejudicada, assim como a inflação pode sofrer pressão de alta. Porém, não é possível mensurar a magnitude de todas as conseqüências e o que cada uma delas pode provocar. Ou seja, traçar o efeito exato de um cenário ainda incerto sobre a economia brasileira é muito arriscado. Mesmo assim, os investidores refazem as contas e tentam dimensionar o tamanho dos efeitos do desabastecimento, o que continuará provocando instabilidade no mercado financeiro na próxima semana. Economia norte-americanaNa próxima terça-feira, dia 15, o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) reúne-se para reavaliar a taxa de juros, que está em 4,5% ao ano. Uma pesquisa divulgada hoje pela Dow Jones, com os principais operadores do mercado financeiro, revelou uma expectativa quase unânime de que a instituição reduza os juros em 0,5 ponto porcentual.A política de alta juros foi usada pelo governo norte-americano para reduzir o ritmo do crescimento e conter pressões inflacionárias. Diante da possibilidade do desaquecimento rápido, o Fed iniciou um movimento de redução das taxas no início desses ano. Mas o ritmo do desaquecimento econômico ainda é incerto e é um dos focos de atenção dos investidores. Mas esse problema tem peso menor na instabilidade no mercado financeiro, já que os outros problemas - Argentina e crise energética - tomaram proporções maiores nos últimos dias.InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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