Mercados: perspectivas para a próxima semana

A próxima semana começa com a divulgação do resultado da operação de troca (swap) de papéis da dívida argentina de curto prazo por títulos com vencimento mais longo. Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, o ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, o swap recebeu ofertas de US$ 32,5 bilhões. O ministro disse ainda que no domingo dará os detalhes de como será fechada a operação. A abertura do mercado financeiro na segunda-feira deve refletir os números do swap.As taxas para a troca dos papéis foram anunciadas no início dessa manhã e os investidores consideraram os patamares muito elevados. O novo bônus Global 2008 em pesos ou dólares pagará uma taxa de juros de 5% anuais nos primeiros anos e saltará para 12% nos anos subsequentes. O bônus Global 2008 em dólares pagará 13,50% e os bônus Global 2018 e 2031 pagarão juros de 12,25% e 12% anuais, respectivamente. Quanto ao volume, os analistas consideram que pode chegar a US$ 22 bilhões.Mesmo que o mercado financeiro considere o resultado final do swap um sucesso, o país ainda carece de medidas para a retomada do crescimento e equilíbrio das contas fiscais. Sem uma solução para esses problemas, as incertezas em relação ao país vizinho retornam ao cenário nos próximos meses e ainda podem provocar instabilidade nos mercados. Escassez de energia: principal problemaMas o problema de falta de energia no Brasil deve manter-se no centro das atenções dos investidores durante as próximas semanas. Ainda não é possível dimensionar, com certeza, todas as conseqüências que o problema pode provocar na economia do País. O primeiro impacto, segundo os analistas, deve ser um desaquecimento econômico, que pode provocar pressão sobre os índices de inflação, já que a oferta de produtos tende a ficar reduzida.Mas, por outro lado, as pessoas tendem a diminuir o consumo, devido ao risco do desemprego e por uma provável pressão de alta sobre os preços. Nesse caso, a alta da inflação perde força. Os analistas estão divididos sobre as perspectivas para as taxas de juros, devido às conseqüências diferentes que a crise pode ter. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para os dias 19 e 20 de junho e não há nenhum consenso sobre qual deve ser a decisão do Comitê. Isso porque, se os juros sobem, o desaquecimento provocado pelo racionamento de energia fica ainda mais profundo e pode chegar a uma recessão. Se os juros não sobem, o dólar pode continuar subindo com força, pressionando os índices de inflação.InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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