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Mercados: perspectivas para a próxima semana

Alguns fatos pontuais podem até mexer com os negócios na abertura do mercado financeiro na próxima semana, como as denúncias contra o presidente do Senado, Jader Barbalho, que serão apresentadas em reportagem na revista IstoÉ. Porém, segundo analistas, as tendências para o médio prazo continuam tomando como base o problema de escassez de energia no Brasil e as incertezas em relação à Argentina e às eleições presidenciais no próximo ano.Para o mercado de câmbio, analistas acreditam que, apesar do recuo das cotações nos últimos dias, a desvalorização do real frente ao dólar pode aumentar ainda mais. Os mais pessimistas prevêem que a moeda norte-americana pode ser vendida a R$ 2,50 no final do ano. A redução da atividade econômica, que diminuiu o volume de exportações e a entrada de dólares no mercado; a queda no volume de investimentos diretos; e a insegurança dos investidores em relação ao cenário econômico e político brasileiro determinam a expectativa de que a cotação do dólar continue em alta. Como são questões sem solução no curto prazo, os analistas consideram que o dólar não deve ficar abaixo dos patamares atuais, próximos de R$ 2,35.Mercado de juros e BolsaAs taxas de juros devem seguir a tendência para o dólar. Com a moeda norte-americana em alta, os riscos de inflação são mais fortes e a equipe econômica tem usado a política de alta das taxas de juros como uma tentativa para reduzir a pressão sobre a moeda norte-americana e diminuir o impacto sobre a inflação. Nas últimas três reuniões, a taxa básica de juros (Selic), foi elevada em 0,5 ponto porcentual e está em 16,75% ao ano.O problema de racionamento de energia, que deve diminuir a produção das empresas, seria um motivo de alta para a inflação, já que reduz a produção. Por outro lado, os consumidores devem se mostrar retraídos diante das incertezas em relação ao cenário econômico, principalmente em relação ao risco de desemprego. Nesse caso, a pressão sobre a inflação seria amenizada.Os analistas dividem suas apostas entre a manutenção das taxas de juros ou uma alta de 0,5 ponto porcentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nos dias 19 e 20 de junho. Eles acreditam que, para chegar à conclusão dessa reunião, os diretores do BC devem levar em conta, principalmente, os possíveis efeitos do racionamento de energia.As perspectivas para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também dependem do comportamento do dólar. Na próxima semana, com a divulgação de dados norte-americanos importantes, que podem afetar as bolsas de Nova York. A Bovespa poderá ser influenciada também pelos Estados Unidos. O dado mais importante será anunciado na sexta-feira - índice de preços ao consumidor (CPI).ArgentinaA última edição da revista The Economist trouxe informações de que, "a menos que a economia argentina retome rapidamente o crescimento", a troca (swap) de títulos da dívida argentina de curto prazo por papéis com vencimento mais longo apenas adia o problema do país vizinho. Segundo a revista britânica, a estratégia argentina "custou caro", pois o país terá que pagar juros de cerca de 15% nos novos títulos - os juros nos papéis antigos oscilavam, em média, entre 9% e 12%. Em relação ao crescimento econômico, as informações da The Economist trazem análises de que a Argentina precisa registrar rapidamente um crescimento de pelo menos 5% ao ano. Mas, segundo as condições atuais do país vizinho, a revista não prevê que esse crescimento seja alcançado. Ou seja, por essas informações e pelo que pensa a maioria dos analistas brasileiros, o problema argentino não está descartado e pode voltar a influenciar os mercados no médio prazo.InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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