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Mercados: perspectivas para a próxima semana

Os mercados no Brasil vão começar a próxima semana sem a referência da Argentina e dos Estados Unidos. Nos dois países será feriado na segunda-feira - Dia de Colombo - e, nos mercados internos, a expectativa é de que os investidores redobrem a cautela, o que pode provocar nova alta nas cotações do dólar e possíveis oscilações. No final desta sexta-feira, o ministro da Economia, Domingo Cavallo, reuniu-se com o presidente Fernando De la Rúa; o chefe de Gabinete Chrystian Colombo; o chanceler Adalberto Rodríguez Giavarini e o secretário-geral da presidência Nicolás Gallo. Ao final do encontro, Cavallo reafirmou que o país não corre o risco de default - leia-se calote da dívida -, tampouco de dolarização da economia ou de desvalorização do peso.De qualquer forma, a expectativa dos analistas é de que a confiança dos investidores em relação ao país vizinho continue muito baixa. Em números, isso pode ser visto pela escalada da taxa de risco país que, nesta semana, bateu recordes por dias consecutivos, chegando ao patamar máximo de 1.923 pontos base nesta sexta-feira. Para se ter uma idéia, há um ano, quando o vice-presidente Carlos Chacho Álvarez renunciou, o risco país estava em 658 pontos base, segundo apontou a correspondente Marina Guimarães (leia mais a respeito no link abaixo).Faltam poucos dias para as eleições parlamentares em 14 de outubro e nenhuma mudança significativa deve ser anunciada até lá. Depois disso, caso a oposição ocupe a maioria dos postos colocados em eleição, as condições para a governabilidade de De la Rúa devem ficar ainda mais difíceis e poderá ficar impossível a aprovação de medidas para o cumprimento do déficit zero.Estados Unidos Diante do agravamento da situação argentina, as incertezas em relação ao impacto do ataque dos norte-americanos aos grupos terroristas para a economia mundial ficaram em segundo plano, mas não saíram do foco de atenções. Nos primeiros dias, o temor era que os ataques norte-americanos fossem decididos de maneira precipitada e tomassem proporções maiores, com grande chance de gerarem conseqüências indesejáveis numa região do mundo que oferece riscos enormes.Mas, com o passar do tempo, os norte-americanos demonstraram que a retaliação aos terroristas será uma ação planejada e deve contar com o apoio de governos em regiões próximas, reduzindo incertezas. Mas é sempre bom lembrar que as guerras têm um forte componente imponderável, e os erros podem ter conseqüências catastróficas.Na próxima semana, dados sobre o comércio no país serão divulgados na quarta-feira. São números muito esperados devido à importância do consumo na economia norte-americana - a qual representa dois terços da economia do país. Na quinta-feira, saem novos números sobre o mercado de trabalho, que, nesta semana, vieram bem piores do que as expectativas (veja mais informações no link abaixo). Neste ponto, os dados são importantes, pois podem sinalizar pelo menos uma estabilidade no índice de confiança do consumidor - dado que registrou forte queda depois dos atentados terroristas.Mercados internos e investimentosNa próxima semana, além dos feriados na Argentina e nos Estados Unidos na segunda-feira, os negócios deverão apresentar volumes menores também em função do feriado nacional na sexta-feira - Dia de Nossa Senhora Aparecida. Assim, deve haver instabilidade maior, principalmente na quinta-feira, quando os investidores devem aumentar a demanda por dólares como forma de segurança (hedge), já que estaremos mais próximos das eleições parlamentares na Argentina e, depois disso, o cenário pode piorar.O clima de muitas incertezas deve estimular o investidor a optar por aplicações mais seguras, como os fundos referenciados DI - que acompanham as taxas de juros. As aplicações de maior risco, como o mercado de ações, devem ser escolhidas apenas por quem tem disponibilidade de tempo, ou seja, até que se obtenha o ganho pretendido (veja mais informações no link abaixo).Os investimentos em dólar são recomendados apenas por quem tem dívidas em moeda norte-americana. As cotações têm oscilado muito e o Banco Central tem atuado de maneira agressiva para conter a escalada do dólar, vendendo títulos cambiais e, até mesmo, dólares aos investidores em momentos de alta maior. Neste caso, corre-se o risco de aplicar em um momento de alta e precisar dos recursos quando as cotações estiverem em baixa.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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