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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados: perspectivas para a próxima semana

A crise política deve continuar em pauta no mercado financeiro na próxima semana. Os investidores permanecerão atentos mesmo durante o fim de semana, quando poderão ser veiculados nas revistas semanais fatos novos a respeito dos candidatos à Presidência da República Roseana Sarney e José Serra. Nos últimos dias, muitos boatos sobre o assunto tomaram conta dos mercados.A partir de segunda-feira, o interesse maior dos investidores fica por conta da votação em segundo turno da emenda que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até dezembro de 2004. A emenda também estabelece isenção para os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).O rompimento entre o PSDB e o PFL gerou muitas dúvidas sobre a votação, o que provocou alguma instabilidade nos mercados nos últimos dias. Nesta sexta-feira, o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, confirmou que o partido votará pela permanência da CPMF. Mas, enquanto o fato não se concretizar, os investidores podem reagir de maneira negativa a qualquer incerteza.Nos próximos dias, o interesse dos mercados também estará voltado para a divulgação de pesquisas eleitorais que revelem a opinião dos eleitores sobre o conflito entre o PSDB e o PFL. Um aumento nas intenções de voto para os candidatos da oposição pode provocar instabilidade nos mercados, dado que, para os investidores, esse cenário traz incertezas em relação ao plano de governo do próximo presidente. (Veja mais informações sobre o cenário político no link abaixo).Juros e inflaçãoCom a crise política, a preocupação dos investidores com os níveis de inflação acabou ficando em segundo plano, mas, na próxima semana, podem voltar a influenciar os negócios. Na terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de fevereiro.Esse índice é usado como referência para a meta de inflação, que neste ano é de 3,5%, com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. O cumprimento da meta é o principal ponto para a definição da política monetária do governo. Nos dias 19 e 20, o Comitê de Política Monetária (Copom) vai se reunir para reavaliar a Selic, a taxa básica de juros da economia, que está em 18,75% ao ano. O resultado do IPCA deve pesar na avaliação do Copom.Cenário internacionalOs investidores também continuam atentos ao desempenho das bolsas norte-americanas e à crise argentina. Nos Estados Unidos, os últimos números demonstraram que a economia do País está de fato se recuperando, o que diminui a preocupação dos analistas com o problema. (Veja mais informações sobre os Estados Unidos no link abaixo). Já a Argentina permanece em forte crise e o Fundo Monetário Internacional (FMI) não deu nenhum sinal de que vai liberar novos recursos para o País. Sem a o auxílio do Fundo, analistas acreditam que a situação do País vizinho pode ficar cada vez mais dramática.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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